Consulado argentino pagou fiança de torcedor do Boca Juniors

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Torcedor do clube argentino, flagrado imitando um macaco na Neo Química Arena, teve fiança de R$ 3 mil imposta.
Torcedor do clube argentino, flagrado imitando um macaco na Neo Química Arena, teve fiança de R$ 3 mil imposta. Foto: (REUTERS/Amanda Perobelli)

Preso por injuria racial contra torcedores do Corinthians na Neo Química Arena na noite de ontem, o torcedor argentino Leonardo Ponzo, de 43 anos de idade, não foi o autor do pagamento da fiança de R$ 3 mil estipulada pela Justiça brasileira. De acordo com informações obtidas pela Folha de São Paulo junto a pessoas ligadas ao DOPE (Departamento de Operações Policiais Estratégicas), funcionários do consulado argentino em São Paulo foram os responsáveis por quitar a dívida que liberou o torcedor do Boca Juniors.

Ao tomarem conhecimento da prisão do homem e da determinação da Justiça, funcionários que representam o governo vizinho na capital paulista se deslocaram a um caixa eletrônico, sacaram o valor necessário e sanaram a fiança.

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Enquadrado no crime de injúria racial, Ponzo teve o direito do pagamento da fiança para deixar a prisão. Casos como esse do argentino preveem pena de um a três anos de detenção. O torcedor do Boca foi detido pela Polícia Militar durante o intervalo da partida vencida pelo Corinthians por 2 a 0. Para dar voz de prisão, a PM se baseou em imagens feitas por torcedores corintianos que mostravam o argentino imitando macacos nas arquibancadas do setor visitante.

O Corinthians divulgou uma nota oficial através de seu site dizendo que "repudia todo e qualquer ato de racismo e discriminação e agradece à Polícia Militar pela eficiência no apoio prestado. Esse fato só reforça a importância de nossa luta por um futebol sem ódio".

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