Consultas não urgentes seguem suspensas em São Paulo por causa da Covid-19

TAYGUARA RIBEIRO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As consultas que não são urgentes continuam com agendamentos suspensos nas unidades de saúde municipais de São Paulo. A medida está em vigor desde o último dia 23 de março, por causa da pandemia do novo coronavírus, e engloba além das consultas, exames e cirurgias de rotina marcadas nos ambulatórios hospitalares e na rede de atenção básica da capital paulista.

De acordo com a Prefeitura de São Paulo, gestão Bruno Covas (PSDB), o acompanhamento às gestantes, aos pacientes transplantados, aos que apresentam doenças crônicas e as pessoas que realizam tratamento oncológicos estão ocorrendo normalmente.

Os procedimentos serão reagendados após a normalização da situação epidemiológica, segundo a administração municipal.

"A medida leva em conta a prioridade clínica de cada caso e do procedimento a ser realizado. Em caso de urgência basta procurar a rede de urgência e emergência [prontos-socorros e UPAs mais próximo de sua residência]", afirma em nota a prefeitura.

"Foram instituídos mecanismos para monitoramento semanal das populações mais vulneráveis, dentre elas, as pessoas com doenças crônicas, através de contatos telefônicos ou presencialmente, com o intuito de dar continuidade a este acompanhamento e identificar precocemente situações de risco que necessitam de intervenção ou atendimento para avaliação clínica", diz ainda o texto.

Fazem parte deste monitoramento, os idosos, as gestantes, as puérperas, os recém-nascidos, as pessoas com deficiência física ou com doença mental, as pessoas em risco nutricional, pacientes em assistência domiciliar e as emergências em odontologia.

As consultas e procedimentos eletivos (não urgentes) também estão sendo reprogramados devido à pandemia de Covid-19 nos hospitais estaduais.

Segundo o governo de São Paulo, gestão João Doria (PSDB), o atendimento de urgência e emergência segue normalmente, assim como atendimentos de alta complexidade e especialidades que requerem regularidade de tratamentos, como oncologia, cardiologia e neurologia.

O reagendamento é avaliado caso a caso, dependendo da orientação médica e da necessidade de cada paciente. Os pacientes que tiverem dúvidas podem entrar em contato com as unidades onde fazem acompanhamento para orientações, de acordo com o governo estadual.