Consultor de 'Sob pressão', médico namorado de Marjorie Estiano explica como são ensaios de cena com elenco

O médico Marcio Maranhão, de 52 anos, é autor do livro "Sob pressão", que deu origem à série homônima que acaba de estrear a sua quinta temporada no Globoplay. Como revelou o EXTRA, ele é agora também namorado da atriz Marjorie Estiano, protagonista da trama, e tem papel fundamental na produção dos episódios.

Marcio e sua equipe trabalham com o time de roteiro comandado pelo autor Lucas Paraizo, trazendo casos da vida real que podem virar histórias na trama. Além disso, ele faz ensaios de cena com a equipe e elenco, que chegam a durar uma ou duas horas, se for uma cena de cirugia, por exemplo, apontada pelos atores como as mais difíceis.

— A cena nasce desse ensaio que a gente faz. Muitas vezes, na cena tem uma rubrica de uma ou duas frases, mas que representa todo um gestual e ritual. Cirurgia tem muito ritual, alguns que não tem negociação e precisam se respeitados. Há toda uma paramentação, toda uma escovação para se entrar numa cirurgia. Por isso temos ensaio técnico antes das cenas — conta Maranhão, que revela ainda o que é mais perguntado pelos atores: — a matéria prima do elenco sempre é a parte da emoção que atravessa os profissionais da saúde, quando você se depara com situações limite e de conflito. O que a gente empresta para eles é muito da nossa postura profissional, como é que a gente combina a postura médica e o lado humano. Além das questões meramente técnicas, em relação a o que pode ou não pode fazer, se pode sentar no leito, se pode pegar um determinado material com ou sem a luva.

O médico é chamado pela equipe carinhosamente de Doc, uma abreviação de doctor, doutor em inglês. Nos bastidores, ele fica feliz em poder contribuir para uma trama que enaltece a saúde pública e o Sistema Único de Saúde (SUS). Ele também elogia os atores que interpretam os cirurgiões da ficção desde a primeira temporada.

— O elenco está pós-graduando já em cirurgia — brinca Maranhão, que recorda como mudou a sua forma de trabalhar com a direção e equipe de roteiro: — nas primeiras temporadas eu era muito preso a questões técnicas e tinha certos medos em relação a licenças poéticas que uma história de ficção precisa ter. Ao longo das temporadas, eu fui aprendendo e fui vendo que para as histórias funcionarem, a gente precise usar uma dose de licença poética. Agora nesta quinta temporada, eu pude exercitar mais o meu lado criativo e trouxe histórias com um pouco mais de liberdade, exercendo esse papel que a licença poética dá e que permite que as histórias sejam contadas em 40 minutos. Essa frase vinha na minha boca. Perguntavam se podia e eu dizia: “É licença poética”.

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