Consumidor fluminense aposta em congelados, massas e carnes para os dias em casa

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Com o fechamento dos restaurantes e bares durante a pausa sanitária no Rio de Janeiro para conter o avanço do coronavírus, muitos fluminenses decidiram optar por alimentos congelados devido à praticidade e à comodidade. Isso foi o que responderam 70% dos entrevistados de uma pesquisa feita pela Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj).

Quem vai se aventurar na cozinha disse que a carne para o churrasco não pode faltar (60%). Além disso, 55% dos entrevistados afirmaram que o espaço para massas e pães, com destaque para o pão francês, está reservado no carrinho.

“Todos estão procurando por comodidade e praticidade, e os supermercados precisam estar alinhados com os consumidores para satisfazê-los. Além do que, o momento que vivemos pede exatamente isso, conforto e segurança, em meio às incertezas diárias”, comentou o presidente da Asserj, Fábio Queiróz.

Os produtos de limpeza também foram mencionados por 47% dos entrevistados como componentes das próximas compras. Em seguida, apareceram os petiscos, como amendoins, salgadinhos e biscoitos (46%). Doces e guloseimas são a preferência para 32% dos entrevistados. E cerca de 25% afirmaram que pretendem comprar bebidas alcóolicas nos próximos dias.

O levantamento ainda apontou que 93% das pessoas pretendem fazer compras presencialmente nos supermercados, ao invés de pedir pelo delivery. Para Queiróz, esse é um dado curioso, já que a demanda pela entrega cresceu progressivamente desde o início da pandemia.

“Apesar disso, reforçamos que idosos e demais pessoas consideradas do grupo de risco, devem ficar em casa e optar pelo delivery. Atualmente o nosso sistema de entregas está muito mais estruturado e pronto para atender a população. Caso o cliente prefira ir à loja, é fundamental seguir os protocolos de segurança”, relembra o presidente.

A Asserj recomenda não fazer grandes compras para estocar em casa, já que os supermercados estão abastecidos e preparados para atender a população durante o período de restrições mais severas de atividades e deslocamento no Estado. E a maioria dos consumidores parece seguir a orientação: 83% das pessoas que participaram da pesquisa afirmaram que não pretendem estocar alimentos para os dez dias de restrições.

O presidente da Associação ratifica o apelo para que todos os cuidados sejam respeitados durante as compras:

“Contamos com todos nessa difícil missão de abastecer a população, mas estamos preparados para este período. Pedimos que respeitem o distanciamento dentro das lojas, apenas um membro da família deve ir às compras, e que idosos evitem ir às lojas, peçam ajuda de amigos e familiares ou usem o delivery”.