Consumidores lotam 25 de Março às vésperas do Natal

CAMILLA FELTRIN
SÃO PAULO, SP, 20.12.2019 – COMÉRCIO-SP: Movimentação de consumidores para as compras de Natal e Ano Novo, na rua 25 de Março, na região central de São Paulo, nesta sexta-feira (20). (Foto: Rivaldo Gomes/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os consumidores lotaram a rua 25 de Março nesta sexta-feira, na região central da capital, em busca de presentes mais em conta para o Natal. O movimento em uma das principais vias de comércio do país era intenso. A Univinco (associação dos lojistas da 25 de Março e adjacências) estima um público de 500 mil a 700 mil consumidores por dia nessa reta final das compras de fim de ano. 

Ficou difícil caminhar até mesmo pelos arredores, como a ladeira Porto Geral. A busca era por presentes mais baratos, mas havia muitos consumidores comprando as tradicionais lembrancinhas.

O técnico mecânico Wagner Guedes, 34 anos, procurava a boneca LOL para a enteada. Ele conseguiu o produto por R$ 99,90 e comemorou. Segundo Guedes, o preço estava muito bom comparado a outros locais.

A comerciante Selma Alves, 66 anos, veio da cidade de Itanhaém, no litoral paulista, para comprar presentes para oito netos. Como encontrou valores menores, aproveitou para levar um skate de R$ 39,90 para a filha de uma vizinha. Skates, patinetes e bicicletas estavam entre os itens mais buscados.

A atacadista Yane da Silva Pinto, 27, de Paraty (RJ), comprou brinquedos de plástico para revender na loja que tem na cidade. 

Ondamar Ferreira, gerente dos Armarinhos Fernando, afirma que o movimento está melhor do que no ano passado, o que fez com que as vendas na rede surpreendessem. A alta estimada por ele é de 10%. Segundo o comerciante, o tíquete médio, de R$ 66, também subiu cerca de 8%.

Bruno Barbosa, da CB Acessórios, que vende eletrônicos, comemorou. No ano passado, segundo ele, a procura maior era por caixas de som. Agora, o sucesso é o relógio digital. O mais caro sai por R$ 499, mas há modelos por R$ 199.

Alta nas vendas O economista Marcel Solimeo, da Associação Comercial de São Paulo, acredita que a possibilidade de saque do FGTS, o recebimento do 13º salário e o aumento do emprego, mesmo que informal, ajudam no movimento do comércio deste fim de ano. "Não há otimismo com expectativa de que vá explodir em vendas, mas, sim, de que vai melhorar em relação ao ano anterior", diz. Ele também aposta em um crescimento lento e gradativo ao longo de 2020 para o setor. 

A Univinco estima um aumento no volume de vendas de até 6% em relação a 2018. "O número de visitantes também é maior, com destaque para os lojistas do interior que estavam segurando as compras", diz Pierre Sarruf, diretor da entidade.