Contágios por covid disparam na véspera do Natal

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Fila em centro de teste de covid em Roma, em 23 de dezembro de 2021 (AFP/Filippo MONTEFORTE)

Os contágios de covid-19 prosseguem em alta no mundo na véspera do Natal, consequência da rápida propagação da variante ômicron, que motivou Espanha e Grécia a impor novamente o uso obrigatório da máscara nas ruas a partir desta sexta-feira.

Em seu discurso de Natal, o primeiro-ministro britânico Boris Johnson fará um apelo aos compatriotas para que tomem uma dose da vacina contra a covid, depois que o país superou nos últimos dois dias a marca de 100.000 novos caso de coronavírus em 24 horas.

Para o Natal, "sempre há algo maravilhoso que você pode dar de presente para sua família e o país inteiro (...) se vacinar, seja a primeira, a segunda ou a dose de reforço”, afirma na mensagem que será veiculada nesta sexta-feira.

Na Espanha, a partir desta sexta-feira todos serão obrigados a usar a máscara em locais abertos.

E na região da Catalunha, as autoridades retomaram o toque de recolher de 1h00 às 6h00 e limitaram os encontros ao máximo de 10 pessoas antes das festas de Natal.

A Grécia também determinou o uso da máscara em locais fechados e abertos a partir desta sexta-feira e até 2 de janeiro.

O governo da Itália também pretende retomar a obrigatoriedade da máscara em locais abertos, mas não divulgou a data da entrada em vigor da medida.

Nos Estados Unidos, onde a variante ômicron é dominante, 265.770 novos casos foram registrados na quinta-feira, mas o balanço não dissuadiu milhões de cidadãos de viajar para celebrar o Natal e o fim do ano com suas famílias.

- Quase 110 milhões de pessoas viajarão nos EUA -

De acordo com a Associação Automobilística dos Estados Unidos, mais de 109 milhões de pessoas devem viajar de avião, trem ou carro entre 23 de dezembro e 2 de janeiro no país, número 34% maior que no ano passado.

Os deslocamentos são acompanhados por um aparente aumento no ritmo de vacinação, especialmente das doses de reforço - o país aplicou 1,3 milhão destas doses nas últimas 24 horas.

A Casa Branca anunciou que as restrições às viagens a partir de oito países da África chegarão ao fim em 31 de dezembro.

Marrocos anunciou que prorrogará até o fim de janeiro o fechamento da fronteiras aéreas, em vigor desde 29 de novembro.

Na cidade de Belém, nos territórios ocupados da Cisjordânia, centenas de pessoas se reuniram, apesar do frio, na Praça do Presépio - local em que, segundo a tradição cristã, nasceu Jesus - para acompanhar um desfile de escoteiros palestinos.

Assim como em 2020, a missa do galo na Basílica da Natividade será reservada a um pequeno número de fiéis, apenas por convite.

No Vaticano, o papa Francisco comandará a tradicional missa de Natal às 19H30 locais (15H30 de Brasília) na Basílica de São Pedro. No sábado, o pontífice vai anunciar pela oitava vez a bênção 'Urbi et Orbi'.

- Vacina obrigatória no Equador -

O Equador tornou obrigatória a vacinação contra a covid-19 para a sua população a partir dos cinco anos de idade por causa da variante ômicron, o primeiro país do mundo a anunciar a medida.

O país tem 69% dos 17,7 milhões de habitantes com o esquema vacinal completo.

O Chile, com mais de 86% da população totalmente vacinada, anunciou que vai aplicar uma quarta dose do imunizante anticovid a partir de fevereiro, a começar pelos grupos mais vulneráveis.

E o número de vacinas disponíveis aumentou na quinta-feira com a aprovação da Organização Mundial da Saúde (MOS) ao primeiro fármaco produzido na América Latina, uma versão da vacina da AstraZeneca fabricada em conjunto pela argentina mAbxience e a mexicana Laboratórios Liomont.

Estudos na África do Sul, Escócia e Inglaterra mostram que a ômicron apresenta menor risco de hospitalização que a variante delta.

De acordo com a agência de saúde britânica, as pessoas infectadas com a ômicron têm 50-70% menos probabilidades de internação.

Os cientistas, no entanto, pedem cautela. Embora a infecção seja menos virulenta, por sua propagação mais rápida, a ômicron pode afetar mais pessoas, o que faria com que, em termos absolutos, o número de hospitalizados e falecidos aumentasse em um ritmo que provocaria o colapso do sistema de saúde.

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