Conta de luz pode ficar mais cara com nova Medida Provisória

Subsídios no setor energético são pagos pelo cidadão brasileiro a partir da conta de luz
Subsídios no setor energético são pagos pelo cidadão brasileiro a partir da conta de luz
  • Senado deve votar ainda neste ano MP sobre subsídios para fontes incentivadas de energia;

  • Dentre elas estão fontes renováveis como eólica e solar;

  • Subsídios são pagos pelo cidadão brasileiro a partir da conta de luz.

Uma Medida Provisória que visa continuar com os subsídios às fontes incentivadas de energia pode gerar aumentos na conta de luz do consumidor. A MP já foi aprovada na Câmara no final de agosto e agora irá para votação no Senado.

Fontes incentivadas são aquelas que geram energia a partir de processos renováveis que geram pouco impacto ambiental, como a solar, eólica, hidráulica e biomassa. Hoje em dia esses subsídios existem para diminuir o preço da eletricidade dessas fontes para o consumidor final.

Esses subsídios já existem há alguns anos no país, com o intuito de expandir a matriz energética do Brasil. Assim que chegaram ao país, esse setor não contava com tantos investimentos de setores privados, além da tecnologia ser baseada em equipamentos caros e não tão eficientes como os de hoje.

No entanto, atualmente a energia eólica e a solar estão na terceira e quarta posição da composição energética brasileira, representando 12% e 3,3%, respectivamente, de toda eletricidade produzida no país. Para alguns especialistas esse patamar já demonstra que essas indústrias podem caminhar sozinhas, sem a necessidade de incentivos do governo.

As fontes renováveis não precisam de qualquer subsídio para entregar energia limpa ao consumidor. Essas fontes já são competitivas — afirma Luiz Augusto Barroso, presidente da PSR, consultoria especializada em energia, ao jornal O Globo.

Acontece que esses subsídios são custeados através das contas de luz dos cidadãos brasileiros. Só entre 2021 e 2022, esses incentivos às indústrias renováveis foram responsáveis por um aumento médio de 4,65% na tarifa de energia das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

É importante destacar que, no entanto, não são somente as fontes renováveis que recebem dinheiro do governo. Entre 2017 e 2022 os subsídios de eletricidade passaram de R$ 15,99 bilhões para R$ 32,1 bilhões. No entanto, no mesmo período, a quantia paga para as geradoras de fontes renováveis cresceu de R$ 2,15 bilhões para R$ 7,93 bilhões.