Conta do IBGE no Twitter é hackeada no primeiro dia do Censo 2022

BRAZIL - 2022/04/05: In this photo illustration the IBGE (Brazilian Institute of Geography and Statistics) logo seen displayed on a smartphone. (Photo Illustration by Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)
BRAZIL - 2022/04/05: In this photo illustration the IBGE (Brazilian Institute of Geography and Statistics) logo seen displayed on a smartphone. (Photo Illustration by Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)
  • Conta do IBGE no Twitter foi hackeada nesta segunda-feira (1);

  • Data marcou o início do Censo Demográfico 2022;

  • Por volta das 20h50, a recuperação do perfil foi concluída.

A conta do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no Twitter foi hackeada nesta segunda-feira (1), dia em que o órgão iniciou o Censo Demográfico 2022. A responsável por tomar o perfil seria a empresa “Exodus Crypto Wallet”, que se denomina uma “saída do sistema financeiro tradicional”.

Na página, em vez das costumeiras pesquisas publicadas pelo Instituto, apareceram mensagens de venda de criptomoedas e NFTs para os quase 200 mil seguidores. Procurado pela CNN, o órgão informou que “os gestores de nossas redes sociais já alertaram aos administradores do Twitter e acionaram a área de informática do IBGE”.

Por volta das 20h50, a recuperação da conta foi concluída. Não há mais nenhum indício, no perfil no Twitter, da invasão.

Censo 2022

Após dois anos de atraso por conta da pandemia e por falta de recursos financeiros, o Censo Demográfico teve início nesta segunda-feira (1). Mais de 183 mil recenseadores do IBGE se prepararam para começar as visitas aos 76 milhões de domicílios brasileiros.

O presidente Jair Bolsonaro foi o primeiro brasileiro a ser entrevistado para o levantamento. Ele recebeu o presidente do Instituto, Eduardo Rios Neto, e uma equipe de recenseadores.

Além de contar os estimados 215 milhões de habitantes, o Censo traz um retrato por sexo, idade, instrução, renda, condições do domicílio (se tem água, luz, saneamento, internet e posse de eletrodomésticos), numa visão mais geral.

Um outro questionário, mais extenso e aplicado a 11% das casas, vai investigar sobre trabalho, composição das famílias, fecundidade, migração, religião, deslocamento e pessoas com deficiência.

De forma inédita, o levantamento se aprofundará nas condições das 5.972 comunidades quilombolas, descrevendo a infraestrutura do local, recursos naturais, educação, saúde e hábitos da aldeia. Na pesquisa sobre a população com deficiência, o transtorno do espectro autista também será identificado.

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