Conta da restauração do Big Ben sobe sem parar

A face da Torre Elizabeth, mais conhecida pelo nome do sino que esconde, o Big Ben, no prédio do Parlamento britânico, em 31 de janeiro de 2020

Os danos causados por uma bomba da Segunda Guerra Mundial, o amianto ou a contaminação, descobertos recentemente, fizeram disparar os custos de reparo do famoso Big Ben, em Londres, que está em obras há dois anos.

Os custos da restauração da torre Elizabeth, que abriga o famoso relógio e seu sino, vai beirar os 80 milhões de libras esterlinas (103,6 milhões de dólares), anunciou o Parlamento britânico.

Após precisar de um aumento de 32 milhões de libras em 2017, a restauração quase 19 milhões de libras adicionais.

A restauração acabou se revelando "mais complexa que o previsto", destacou em um comunicado Ian Ailles, diretor-geral da Câmara dos Comuns.

Apesar dos gastos adicionais, que devem ser aprovados pelas duas câmaras do Parlamento britânico, a reabertura ao público da torre de 96 metros continua prevista para 2021.

Com essas obras, será reparada a esfera e o mecanismo do relógio, as fissuras da torre e a corrosão do telhado, além do marco em torno da esfera, à qual será devolvida a cor original do século XIX.

O edifício neogótico do arquiteto Augustus Pugin, concluído em 1856, apresenta os estragos da passagem do tempo e está inclinado 46 cm.

Os mais fervorosos defensores do Brexit queriam que badalasse por ocasião do divórcio da União Europeia, em 31 de janeiro, mas o sino não tocou.

Ao invés disso, foi projetada uma imagem do icônico relógio na fachada de Downing Street, residência do premier, Boris Johnson, e foi reproduzida uma gravação dos badalos do sino.