Senador aciona a Polícia Federal após ter foto do filho exposta nas redes sociais

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Fabiano Contarato (Rede-ES). Foto: Jane de Araújo/Agência Senado
Fabiano Contarato (Rede-ES). Foto: Jane de Araújo/Agência Senado
  • Senador Fabiano Contarato registrou um boletim de ocorrência na Polícia Federal

  • O parlamentar teve a foto do seu filho exposta nas redes sociais

  • A imagem foi acompanhada de ataques contra o parlamentar

O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) registrou um boletim de ocorrência na Polícia Federal depois de ter a foto do seu filho de 7 anos exposta nas redes sociais. O fato ocorreu na praia de Itapoã, em Vila Velha (ES) durante um passeio que o parlamentar fazia com a família.

Em nota, Contarato explicou que teve conhecimento da postagem que fazia ataques a ele também após deixar o local. "Tudo parecia correr bem: retornamos, após esse breve passeio recreativo, sem qualquer inconveniente. Algumas horas depois, recebi um print, primeiro no Whatsapp e, após, em minha conta no Instagram, dando conta de uma postagem preconceituosa que me agredia e destilava inadmissível ódio contra meu pequeno Gabriel".

O responsável pela mensagem se referiu ao parlamentar como “lixo”, “traidor”, “infeliz”, “sem vergonha” e “senador de merda”. "Nada foi tão doloroso, porém, quanto ver seu ultraje gratuito contra o Gabriel, uma criança inocente de sete anos, que teve sua imagem exposta nas redes e foi menosprezado apenas por ser meu filho e, sobretudo, por ser fruto de uma adoção. O ódio é uma doença perversa: desumaniza suas vítimas e as submete a toda sorte de violência", disse Contarato na nota.

O senador citou o artigo 18 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que prevê que é “dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor”.

Leia a nota na íntegra:

Após cumprir missão oficial na COP-26 e passar dias longe de minha família, recebi, na manhã desta segunda-feira (15), um pedido irrecusável do meu filho Gabriel, de sete anos: “Papai, me leva na praia pra fazer castelinho de areia!”, disse ele.

Já fui vítima de inúmeros radicais bolsonaristas, que se sentem autorizados a assediar aqueles que rejeitam suas teses políticas anti-civilizatórias. Ainda que ninguém tenha direito de constranger alguém por divergências políticas, sempre entendi se tratar de um preço a ser pago por ter optado pela vida pública.

Receando alguma intercorrência dessa natureza, assenti ao pedido de meu filho, advertindo-o de que teríamos que deixar a praia, caso alguém nos importunassse durante o passeio. Fomos, então, à Praia de Itapuã, hoje, por volta das 11h30, e fiquei feliz por proporcionar esse momento módico de lazer ao meu pequeno Gabriel.

Tudo parecia correr bem: retornamos, após esse breve passeio recreativo, sem qualquer inconveniente. Algumas horas depois, recebi um print, primeiro no Whatsapp e, após, em minha conta no Instagram, dando conta de uma postagem preconceituosa que me agredia e destilava inadmissível ódio contra meu pequeno Gabriel.

A postagem do Sr. Giovani Loureiro me chamava de “lixo”, “traidor”, “infeliz”, “sem vergonha” e “senador de merda”. Nada foi tão doloroso, porém, quanto ver seu ultraje gratuito contra o Gabriel, uma criança inocente de sete anos, que teve sua imagem exposta nas redes e foi menosprezado apenas por ser meu filho e, sobretudo, por ser fruto de uma adoção. O ódio é uma doença perversa: desumaniza suas vítimas e as submete a toda sorte de violência.

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em seu art. 18, diz ser “dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor”.

Não tolerarei qualquer ato de agressão aos meus filhos e à minha família. Não me intimidarão com esses ataques desprezíveis. Registrei um boletim de ocorrência na Polícia Federal, hoje, e providenciarei a responsabilização do autor desta agressão.

Espero que, caso o Sr. Giovani Loureiro seja pai, possa refletir sobre esse ato infame e não repita essa vileza contra crianças inocentes, que não podem ser detratadas por querelas de ordem política. Os interesses de menores indefesos devem ser colocados acima de tudo isso.

Em minha casa, o amor sempre vencerá o ódio!

Fabiano Contarato

Senador sofreu ataques homofóbicos de depoente da CPI da Pandemia

O empresário Otávio Fakhoury (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)
O empresário Otávio Fakhoury (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

Em outubro, durante a audiência da CPI da Pandemia que o ouvia o empresário bolsonarista Otávio Fakhoury, Contarato questionou o motivo de o depoente ter feito um ataque homofóbico contra ele nas redes sociais. 

O empresário republicou uma mensagem do senador que continha um erro de grafia e fez a crítica com um comentário homofóbico.

"O delegado, homossexual assumido, talvez estivesse pensando no perfume de alguma pessoa ali daquele plenário. Quem seria o 'perfumado' que lhe cativou", afirmou Fakhoury.

O senador pediu direito de fala e disse que "dinheiro não compra dignidade, não compra caráter" e que a família de Fakhoury não é melhor do que a sua.

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