Contra China, EUA vão abrir embaixada em Tonga e investir US$ 600 milhões no Pacífico Sul

A vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, anunciou na manhã desta quarta-feira (noite de terça no Brasil), um pacote de US$ 600 milhões em financiamento para conter o avanço da China na região do Pacífico Sul. Além disso, Washington abrirá duas novas embaixadas, em Tonga e Kiribati, designará seu primeiro enviado à região e lançará uma estratégia nacional para a região, completou Harris.

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Em seu discurso no Fórum das Ilhas do Pacífico em Fiji, a vice-presidente agradeceu o presidente de Fiji, Voreqe Bainimarama, por convidá-la a participar da cúpula e disse que os Estados Unidos estão prontos para "começar um novo capítulo" no Pacífico, indicando que ela e o presidente Joe Biden reconhecem que a região não recebeu atenção suficiente no passado.

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— Vamos mudar isso — prometeu, acrescentando que os Estados Unidos querem "aprofundar significativamente" sua "presença" na região e colaborar na segurança marítima, alívio de desastres e projetos de infraestrutura que "não gerem uma dívida insuperável".

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Esta é a primeira reunião de líderes regionais desde que as Ilhas Salomão assinaram um pacto de segurança com a China meses atrás, que permite que o gigante asiático atraque navios militares nas Ilhas e envie soldados para treinar a polícia local.

A rivalidade entre Washington e Pequim aumentou o interesse no fórum deste ano, que reúne líderes de todo o Pacífico Sul. E o discurso de Harris por videoconferência foi uma vitória diplomática para Washington, já que Pequim não foi convidada a fazer tal apresentação.

— Estamos muito felizes que os Estados Unidos vão abrir uma embaixada em Tonga, será a primeira vez — disse à AFP o primeiro-ministro do país, Siaosi Sovaleni. — É um grande feito. Estamos muito contentes de finalmente ter a presença americana em Tonga.

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