Contra nova cepa indiana, Ministério da Saúde libera mais vacinas para o Maranhão

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O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou ontem que vai enviar um reforço de 5% no total de vacinas contra a Covid-19 destinadas a São Luís e municípios próximos, o que corresponde a 300 mil doses a mais da Pfizer e da Oxford/AstraZeneca do que o previsto para a região. Ontem, ele foi à capital do Maranhão para entregar 600 mil testes rápidos, que também fazem parte da estratégia do governo federal para conter a variante indiana do coronavírus, identificada em tripulantes de um navio vindo da Malásia que passava pelo estado.

Queiroga também disse ontem que o acordo de transferência tecnológica entre a empresa farmacêutica AstraZeneca e a Fiocruz) será assinado durante a semana. Caso isso se concretize, a Fiocruz passará a produzir internamente o IFA (ingrediente farmacêutico ativo) para acelerar a produção de vacinas. Atualmente, a Fiocruz importa o IFA usado. Segundo a assessoria de comunicação do Ministério da Saúde, ao dizer “semana que vem”, o ministro se referiu à semana que começa hoje.

Ele afirmou também que as medidas de contenção da cepa indiana no Brasil passam por vários pontos, incluindo a campanha de vacinação, a ampliação do programa de testagem, com até 20 milhões de teste rápidos, e orientações para a população continuar adotando as chamadas medidas não farmacológicas, como uso de máscaras e distanciamento social. No caso específico de São Luís, são 600 mil testes destinados aos portos, aeroportos, terminais rodoviários e rodovias de acesso à cidade.

O Maranhão confirmou na última quinta os primeiros casos da variante indiana do vírus (chamada de B.1.617) no Brasil. Os seis casos da foram detectados em tripulantes de um navio que chegou ao litoral maranhense em 14 de maio. Um dos infectados está intubado em um hospital da capital, e os outros seguem isolados dentro do navio.

No final de semana, outras 102 pessoas que entraram em contato com os infectados foram testadas para a nova cepa.

— Nós todos estamos atentos à variante indiana, para que não tenha transmissão comunitária. Já hoje e ontem conversei com o secretário (de Saúde de São Luís), Joel (Nunes), e com o prefeito, Eduardo (Braide), e ele fez um pleito muito justo, que era ampliar a cobertura de vacinação em São Luís e nas cidades da ilha (Paço do Lumiar, Raposa e São José de Ribamar). Foi acatado pelo programa nacional de imunização — afirmou Queiroga.

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