Contra o Athletico, Botafogo pode fazer da Libertadores a 'cereja do bolo'

No dia 11 de dezembro de 2016, o Botafogo venceu o Grêmio por 1 a 0 na Arena e se classificou para a pré-Libertadores de 2017. Quase seis anos depois, o alvinegro tem a chance de alcançar novamente uma vaga para a principal competição internacional da América do Sul. Para isso, basta vencer o Athletico hoje, às 16h, na Arena da Baixada.

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Embora o estágio atual seja parecido, com a necessidade de uma vitória fora de casa para conseguir a classificação, o Botafogo passou por uma reformulação completa de lá para cá. Além, claro, dos jogadores do elenco — o único remanescente é o zagueiro Joel Carli —, o clube deixou de funcionar no formato associativo para se tornar uma Sociedade Anônima de Futebol. Após um começo de SAF cheio de incertezas, que geraram alguns protestos, a chance de se classificar para a Libertadores pode ser a cereja do bolo de um ano de retomada do alvinegro.

Por mais que tenha subido para a primeira divisão com o título da Série B em 2021, o Botafogo voltou para a Série A sem saber como faria para manter o bem-estar financeiro e, ao mesmo, tempo, montar um time que sustentasse a disputa do Brasileirão. Mas ainda em dezembro, com a chegada da proposta de John Textor para comprar 90% dos direitos do clube, tudo mudou.

Percalços no caminho

O processo inteiro da venda andou de forma positiva, e o Botafogo chegou ao Brasileiro de 2022 com um novo treinador, novos jogadores e grande expectativa da torcida. Mesmo que o planejamento tenha sido estabelecido com pensamento a longo prazo, durante a competição surgiram vários percalços que colocaram todo o trabalho em questionamento. Por exemplo, o técnico Luís Castro teve que utilizar praticamente três times diferentes ao longo do campeonato. Além disso, o alvinegro chegou a entrar na zona de rebaixamento, o que teve como consequência protesto violentos de torcidas organizadas, que até invadiram o CT Lonier.

Ainda sim, a diretoria não titubeou e demonstrou crença no projeto montado. Aos poucos, o nível da equipe subiu e ganhou a confiança da torcida, que abraçou o time, e mesmo com uma péssima campanha em casa, teve a melhor média de público do Botafogo na história dos pontos corridos — em média, 20.860 torcedores foram ao Nilton Santos ao longo do Brasileirão.

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— Lembro de dois momentos em que tivemos quatro derrotas seguidas. Foram momentos difíceis porque a torcida queria nos “matar”. Parabéns à administração e ao John Textor por apoiar durante toda a temporada quem eles escolheram para ser treinador — falou Luís Castro após a vitória sobre o Santos.

É assim, depois de conviver com muitos altos e baixos, que o Botafogo pode, após seis anos, voltar à Libertadores.

— Para mim é um orgulho enorme, um prazer enorme treinar esses jogadores. Eu disse para eles que, independentemente do que acontecesse, eu estaria orgulhoso deles. Porque nunca deixaram de trabalhar. A fama vai, o prestígio fica — elogiou Castro. —Parabéns a toda a família do Botafogo por chegar tão junta ao final da temporada.