Contrária à OMS, Suécia não recomenda vacina para crianças de 5 a 11 anos

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Mesmo com alta taxa de contágio, agência de Saúde argumenta que há riscos na vacina para crianças. Foto: FABRICE COFFRINI/AFP via Getty Images.
Mesmo com alta taxa de contágio, agência de Saúde argumenta que há riscos na vacina para crianças. Foto: FABRICE COFFRINI/AFP via Getty Images.
  • País já aprovou a vacina para crianças

  • Decisão pode ser alterada, diz autoridade de agência de saúde

  • Suécia passa por alta de contágio por Ômicron

Enquanto o país enfrenta um aumento de casos de covid-19, impulsionado pela variante Ômicron, a Agência de Saúde Pública da Suécia decidiu, nesta quinta-feira (27), não recomendar a vacinação de crianças entre 5 e 11 anos, afirmando que "os benefícios não superam os riscos".

A decisão vai contra as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e evidências científicas nas quais outros países se baseiam para vacinar a faixa etária.

"Com o conhecimento que temos hoje, com um baixo risco de doenças graves para as crianças, não vemos nenhum benefício claro em vaciná-las", afirmou Britta Bjorkholma, autoridade da agência de Saúde, em entrevista coletiva.

Segundo ela, a decisão ainda pode ser revisada caso mude as pesquisas ou a pandemia. Na Suécia, crianças em grupos de alto risco já podem receber o imunizante. A recomendação abre exceção para esse grupo.

A agência emitiu um comunicado afirmando que “as crianças correm um risco significativamente menor de desenvolver formas graves de covid-19 em comparação com os adultos".

"Em geral, quanto mais jovem a criança, menor o risco”, continua o texto.

A agência segue recomendando a vacinação de jovens a partir de 12 anos. "Isso é baseado no benefício para a criança individualmente."

Avanço da Ômicron no país

O país registrou mais de 40 mil novos casos um dia antes da divulgação da decisão, em 26 de janeiro. Este é uma das maiores taxas de contágio durante a pandemia, mesmo com a baixa quantidade de testes no país, segundo a agência de notícias Reuters.

A plataforma da Universidade de Oxford Our World in Data registrou que 92,16% dos casos rastreados até o dia 24 de janeiro na Suécia eram da variante Ômicron.

Na última quarta-feira (26), o governo sueco estendeu por mais duas semanas as restrições para enfrentamento da variante Ômicron. As restrições incluem fechamento de bares e restaurantes às 23 horas e limite de 500 pessoas dentro de locais fechados maiores.

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