Contra veto de Bolsonaro, manifestantes amarram absorventes na embaixada do Brasil em Paris

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Manifestantes amarraram centenas absorventes na fachada da embaixada do Brasil em Paris, na França, na manhã do último domingo. A intervenção foi um protesto contra o veto do presidente Jair Bolsonaro, anunciado na quinta-feira, ao projeto que determinava a distribuição gratuita de absorventes femininos para estudantes de baixa renda de escolas públicas e mulheres em situação de rua ou de vulnerabilidade extrema.

Nos itens de higiene, estavam escritas mensagens em vermelho pedindo a saída do presidente, com frases como "as mulheres vão te derrubar" e lembrando as 600 mil mortes pela Covid-19 no Brasil.

Após a repercussão do veto ao projeto que determinava a distribuição gratuita de absorventes, na sexta-feira a Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência afirmou que o governo federal irá "trabalhar para viabilizar a aplicação dessa medida, respeitando as leis que envolvem o tema, para atender de forma adequada as necessidades dessa população". A Secom não explicou como isso seria feito.

Já no domingo, Bolsonaro afirmou que caso o Congresso Nacional derrube seu veto, ele irá "tirar o dinheiro da Educação e da Saúde" para custear a ação.

"Cerca de 5 milhões de brasileiras estiveram ameaçadas de perder o acesso a um dos itens básicos da higiene feminina", escreveu nas redes sociais o Coletivo Alerta França Brasil/MD18, um dos responsáveis pelo ato na embaixada na capital francesa.

"Denunciamos a misoginia de quem ocupa a cadeira da presidência e, ao mesmo tempo, reforçamos nossa solidariedade às mulheres que poderão ser afetadas, caso o levantamento do veto seja apenas mais uma bravata e não se concretize", completaram.

Uma das organizadoras informou à RFI que não foi utilizada cola ou qualquer outro material que pudesse deteriorar o patrimônio. Também disse que a ação foi inspirada na instalação do artista brasileiro radicado na França Julio Villani, que em maio de 2020 instalou painéis na fachada da embaixada em protesto ao governo Bolsonaro.

Como mostrou reportagem do Globo, enquanto o governo federal derrubou o benefício para estudantes carentes e outros públicos, a maioria dos governadores já adotou e outros, depois que a polêmica se espalhou, pretendem adotar programas semelhantes em seus estados. Ao todo, 12 estados e o Distrito Federal criaram este ano políticas voltadas para a distribuição do item de higiene pessoal.

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