Contratado por Joice Hasselmann, Kakay diz que investigação sobre agressão não cabe a ele nem à deputada

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RIO — O advogado criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse nesta sexta-feira que não cabe a ele nem à deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) investigar as agressões sofridas pela parlamentar. O advogado foi contratado por Hasselmann para acompanhar o caso, conforme noticiou o colunista Lauro Jardim.

A agressão contra a deputada aconteceu na noite do dia 17 de julho. Ela afirma assistia à uma série em seu apartamento funcional, em Brasília, quando teve um lapso de memória. Ela acordou no dia seguinte sobre uma poça de sangue, sem se lembrar o que tinha acontecido. Hasselmann sofreu cinco fraturas na face e uma na coluna.

Inicialmente, a parlamentar disse que foi vítima de um ataque e, à Polícia Legislativa e ao Ministério Público, apontou "duas pessoas suspeitas", que preferiu não nominar e disse apenas que um deles seria um parlamentar.

Kakay, por sua vez, afirmou que quer “baixar a bola e deixar que a polícia atue” no caso.

— Não quero ser um advogado atuante na investigação. Não cabe ao advogado fazer a investigação, e nem à Joice. É claro que ela, como vítima e indignada, as vezes toma uma série de atitudes, é normal. Mas o que eu quero é exatamente isso, baixar a bola e deixar que a polícia atue — disse ao GLOBO.

Em nota, o criminalista também apontou um recuo nas acusações feitas por Hasselmann sobre o caso:

“A deputada já foi ouvida. Esclareceu que, embora tenha vários desafetos em função da sua postura política, e de ter sérias dúvidas se as graves e múltiplas lesões foram realmente fruto de uma queda, ela explicitou que não seria leviana em apontar absolutamente nenhum suspeito”.

Kakay, que está em Nova York, foi procurado pela própria Hasselmann, com quem ele tem já uma relação antiga. O advogado afirmou que, além da deputada, já conversou com o presidente Arthur Lira (PP-AL) sobre o caso e disse ter total confiança na Polícia Legislativa.

A agressão também é investigada pela Polícia Civil do Distrito Federal, que informou que o inquérito sobre o caso ainda não foi concluído. Segundo a coluna do Lauro Jardim, o resultado do exame de corpo delito do marido da parlamentar, Daniel França, sairia nesta sexta-feira. O exame foi feito dez dias depois do ataque.

O criminalista já foi advogado de políticos como Ciro Nogueira, José Sarney, Edson Lobão, Marconi Perillo, Paulo Maluf, José Dirceu, entre outros.

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