Controle do Senado dos EUA será decidido em eleições parciais em janeiro

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Lindsey Graham, reeleito na Carolina do Sul, em 16 de outubro de 2020 em um comício em North Charleston
Lindsey Graham, reeleito na Carolina do Sul, em 16 de outubro de 2020 em um comício em North Charleston

O controle do Senado dos Estados Unidos será decidido em eleições parciais no estado da Geórgia em janeiro, uma disputa crucial para o futuro da presidência do democrata Joe Biden, que já provoca uma intensa batalha política.

O senador republicano David Perdue e seu rival democrata Jon Ossoff obtiveram cada um menos de 50% dos votos, de acordo com diversos meios de comunicação dos EUA, o que forçará um segundo turno naquele estado em 5 de janeiro. Os eleitores também votarão na mesma data para eleger o segundo senador da Geórgia. 

Se os democratas ganharem essas duas cadeiras, eles tirarão o controle do Senado dos republicanos, um passo fundamental para eles, já que nos Estados Unidos nenhuma lei pode ser aprovada sem votação na Câmara Alta. 

"E agora tomamos a Geórgia e mudamos o mundo!", desejou o líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, diante dos eleitores que comemoravam a vitória de Biden em Nova York. 

"Todos os olhos se voltarão para a Geórgia em antecipação ao futuro do Senado", tuitou a republicana Nikki Haley, ex-embaixadora de Trump na ONU no sábado. 

Os republicanos agora detêm a maioria na Câmara Alta, com 53 dos 100 assentos. Trinta e cinco deles estavam em disputa nas eleições presidenciais e parlamentares de terça-feira. 

Após sua posse, em 20 de janeiro, a vice-presidente Kamala Harris poderá, de acordo com a Constituição, desempatar votações que obtenham 50 votos a favor e igual número contra no Senado. 

Os democratas conseguiram duas cadeiras dos republicanos, no Colorado e no Arizona. Mas perderam uma cadeira democrata no Alabama. 

Além dos dois senadores da Geórgia, os resultados de duas outras eleições ainda são desconhecidos - uma cadeira na Carolina do Norte e outra no Alasca, para as quais os republicanos são favoritos, de acordo com os últimos dados divulgados na recontagem em andamento. 

A esperança democrata está em seus dois candidatos na Geórgia: Jon Ossoff, 33, e Raphael Warnock, 51, pastor da Igreja Batista de Atlanta onde Martin Luther King pregou. 

Warnock enfrentará um senador republicano aliado de Trump, Kelly Loeffler. Biden lidera a contagem dos votos presidenciais na Geórgia, um estado que não vota em um candidato democrata para a Casa Branca desde Bill Clinton em 1992.

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