Coordenadora antipandemia dos EUA anuncia saída após escândalo

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Deborah Birx e Donald Trump, em 28 de abril de 2020, e, Washington, D.C.

A coordenadora da unidade de pandemia da Casa Branca, Deborah Birx, anunciou que deixará seu cargo assim que o presidente eleito Joe Biden assumir em 20 de janeiro, após se envolver em um escândalo por participar de uma reunião de família no meio da pandemia.

"Vou embora", disse ela à emissora Newsy na terça-feira (22).

A porta-voz da Casa Branca, Kayleigh McEnany, confirmou a saída de Birx.

A ex-militar de 64 anos, uma especialista de renome mundial na luta contra a aids, foi recentemente criticada por participar de uma reunião de família em Delaware, no final de novembro, depois do Dia de Ação de Graças, quando pediu aos americanos que ficassem em casa para conter a pandemia.

"Esta experiência tem sido um pouco esmagadora. Tem sido muito difícil para minha família", disse ela ao Newsy.

Antes mesmo desse episódio, Birx - que junto com Anthony Fauci encarnou desde fevereiro a ala científica da unidade antipandemia do governo - viu sua reputação ser arranhada.

Apesar de defender medidas sanitárias para prevenir a propagação do vírus, Birx não foi firme o suficiente diante de um presidente - Donald Trump - que minimizou a importância da pandemia e espalhou desinformação.

Quando Trump levantou a ideia de injetar desinfetante e de usar luz ultravioleta dentro do corpo para combater a covid-19, Birx juntou as mãos e desviou o olhar.

No verão boreal (inverno no Brasil), Birx apresentou gráficos coloridos com o objetivo de mostrar que os Estados Unidos estavam prestes a descer do pico da pandemia. Esta previsão se mostrou bem contrária à realidade.

A presidente da Câmara de Representante, a democrata Nancy Pelosi, chegou a afirmar que não confiava em Birx e que a equipe de Biden não deu qualquer indicação de que pretende mantê-la em sua equipe.

ia/st/yo/tt