COP26: Brasil promete reduzir pela metade as emissões de carbono até 2030

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Brazil's President Jair Bolsonaro talks with Brazil's Environment Minister Joaquim Leite during the launching ceremony of the National Green Growth Program, at the Planalto Palace in Brasilia, Brazil October 25, 2021. REUTERS/Adriano Machado
Anúncio foi feito pelo ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, na COP26, após mensagem gravada de Jair Bolsonaro (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
  • Brasil anunciou que vai reduzir pela metade emissões de gases poluentes até 2030

  • Promessa foi feita pelo ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, na primeira participação do Brasil na COP26

  • Presidente Jair Bolsonaro não comparece à COP26, mas esteve na cúpula do G20 nesta fim de semana e segue na Europa para receber homenagem na Itália

O Brasil iniciou a participação na COP26 nesta segunda-feira (1º) com uma mensagem gravada do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que não compareceu ao evento. O chefe da delegação brasileira é o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, que discursou no evento e prometeu reduzir pela metade as emissões de carbono até 2050.

“Vamos agir com responsabilidade, buscando soluções reais para uma transição que se faz urgente. Vamos oferecer melhor qualidade de vida para todos os brasileiros. Assim, vamos também contribuir para melhorar a qualidade de vida em todo o planeta. Repito minha mensagem a todos que participam da COP26 e para toda a sociedade brasileira: o Brasil é parte da solução para superar esse desafio global. Os resultados alcançados por nosso país até 2020 demonstram que podemos ser ainda mais ambiciosos”, disse o presidente Jair Bolsonaro em vídeo gravado.

“Por isso, autorizei o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, a apresentar novas metas climáticas”, afirmou.

Após o vídeo, o ministro Joaquim Leite começou a falar ao vivo na Conferência do Clima, em Glasgow. Ele classificou o Brasil como uma “potência verde” e cobrou que os “estados mais ricos sejam mais ambiciosos” para reduzir as emissões de carbono.

“Apresentamos hoje uma nova meta climática mais ambiciosa, passando de 43% para 50% até 2030. E de neutralidade de carbono até 2050, que será formalizada oficialmente durante a COP26”, disse o ministro. Isto quer dizer que o governo de Jair Bolsonaro prometeu reduzir as emissões de carbono pela metade dentro de nove anos.

Além de Joaquim Leite, também participaram do painel Robson Braga de Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), e Marcio Rodrigues, Executivo de Agronegócios da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex).

Apesar da mensagem de otimismo passada pelo líder da comitiva brasileira, o ministro Leite, e de Bolsonaro, o Brasil agiu na contramão do mundo durante a pandemia: o país teve um aumento de 9,5% nas emissões de gases de efeito estufa ao longo de 2020, durante o primeiro ano da pandemia do coronavírus. Segundo dados do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG), do Observatório do Clima, a média global foi de redução de 7% das emissões, em decorrência da paralisação das indústrias e serviços.

No Brasil, a maior parte das emissões aconteceu como consequência do desmatamento e das queimadas que aconteceram no país no ano passado.

Bolsonaro na Itália 

O presidente Jair Bolsonaro não compareceu à COP26, mas está na Itália, onde participou do G20, em Roma. A passagem do presidente foi marcada por agressões contra jornalistas

Nesta segunda, Bolsonaro foi para a cidade de Anguillara Veneta, ao norte da Itália, para receber o título de “cidadão honorário”. No local, Bolsonaro foi recebido por manifestantes contrário e também por apoiadores.

Enquanto algumas pessoas receberam Bolsonaro com a bandeira do Brasil, como gesto de apoio, outros questionam a validade de homenagear o presidente Brasileiro.

Ao mesmo tempo, grupos contrário a Bolsonaro também estiveram na recepção do presidente brasileiro. Com faixas de "Fora Bolsonaro", os manifestantes chamaram o presidente da República de misógino, racista, xenofóbico e fascista.

Nas faixas levadas, manifestantes questionam também a homenagem que a cidade de Anguillara Veneta dará a Bolsonaro. Em uma das mensagens, eles dizem que o título de cidadão honorário não deve ser dado como um presente, só deveria ser concedido por merecimento.

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