COP26: Como funcionam os créditos de carbono e como se ganha com eles

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Hand with bag with Dollar banknotes and hand with coal stone. Mining industry concept with dollars and coal. Financial concept.
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  • Negociação de créditos de carbono mira redução de emissão de gases que provocam efeito estufa;

  • Países reduzem emissão de carbono e vendem créditos para quem não consegue reduzir; 

  • Ideia dos créditos de carbono também é discutida no Brasil; 

Uma das principais discussões realizadas na COP26, em Glasgow, envolvem os créditos de carbono, com a justificativa de que esse mercado pode ser uma alternativa para ajudar países e empresas a diminuírem a emissão de gases de efeito estufa, uma vez que o desafio de países em manter o aumento da temperatura média do planeta abaixo de 2ºC é um ponto central na conferência. E um dos caminhos para incentivo, pode ser justamente transformar as emissões em negócio, segundo a CNN Brasil. 

Para precificar o mercado, países têm criado o chamado mercado de carbono, um mecanismo que permite a venda de créditos por nações que limitam as emissões desses gases para nações com maiores dificuldades de cumprir as metas de redução. A negociação deles é uma maneira de alguns países reduzirem numericamente as emissões dos gases que causam o efeito estufa. 

Isso é feito por meio de uma venda de créditos. Nações e empresas têm metas ambientais. Dessa forma, aqueles que conseguirem diminuir a poluição para além desses objetivos com a redução da emissão de carbono geram créditos e têm direito de vender o excedente. Outros têm uma atividade industrial tão poluidora que superam o limite e, por isso, compram créditos de quem polui menos ou possui áreas de floresta conservada.

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A ideia também tem sido discutida no Brasil, através de projeto de lei da Câmara dos Deputados (PL 528/2011), que institui o Mercado Brasileiro de Redução de Emissões (MBRE). A proposta quer assegurar a diminuição da emissão de gases do efeito estufa, freando o aquecimento global, segundo informações da Agência Brasil.

Segundo entrevista à Agência Brasil do relator, o deputado Bosco Saraiva (Solidariedade-AM), essa regulamentação deverá evitar burocracias desnecessárias para um mercado em expansão. A medida deve ainda evitar custos de transação excessiva. Além disso, na avaliação do congressista, a proposta de precificação “tem potencial de direcionar a demanda dos consumidores e investidores para produtos menos intensivos em emissões e estimular investimentos em projetos e tecnologias mais limpas”.

“A lógica é permitir que as emissões de gases de efeito estufa tenham sua precificação em nossa economia a partir de processos mercadológicos tendo de um lado os setores da economia que tenham a obrigação de compensar suas emissões e de outro setores da economia que tenham a capacidade de fornecer ativos de carbono para a compensação necessária”, completou à Agência. 

A grande ideia do mercado é o incentivo a descarbonização. No Brasil, a estimativa é que o mercado de carbono possa trazer receitas de até US$ 100 bilhões (cerca de R$ 559 bilhões) ao país, segundo um estudo do ICC Brasil revelado pela CNN Brasil. O ICC é braço da Câmara Internacional de Comércio no território brasileiro. 

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