COP26: Mais de 40 países se comprometem a acabar com a energia de carvão

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China's national flag flutters in front of a coal-powered power station in Datong, China's northern Shanxi province on November 3, 2021. (Photo by Noel Celis / AFP) (Photo by NOEL CELIS/AFP via Getty Images)
China foi um dos países que não assinou o acordo, assim como Estados Unidos e Índia (Foto: NOEL CELIS/AFP via Getty Images)
  • Na COP26, 40 países assinaram acordo para acabar com energia à carvão

  • Entre os signatários estão Canadá, Polônia, Chile e Ucrânia; China, EUA e Índia não assinaram acordo

  • Compromisso prevê que países mais ricos deixem de usar energia à carvão até 2030

Durante os acordos da COP26, mais de 40 países se comprometeram a acabar com o uso da energia gerada por cartão – uma das mais poluentes. O trato é mais um passo na tentativa da Conferência do Clima para evitar a progressão da mudança climática.

O acordo foi firmado na última quarta-feira (3) em Glasgow, na Escócia. Entre os signatários estão Canadá, Chile, Ucrânia, Polônia, Vietnã e outros. Os países que assinaram o acordo se comprometeram a dar fim aos investimentos em geração de energia em carvão.

Também foi estabelecido um prazo para que os países abandonem este tipo de geração de energia: par aos países desenvolvidos, até 2030, enquanto os países mais pobres têm até 2040 para deixar a energia à carvão.

Para colaborar com o acordo, empresas também se somaram à iniciativa. Bancos, por exemplo, se comprometeram a dar fim ao financiamento à indústria do carvão.

O secretário de negócios e energia do Reino Unido, Kwasi Kwarteng, afirmou que “o fim do carvão está próximo”. “O mundo está se movendo na direção certa, pronto para selar o destino do carvão e abraçar os benefícios ambientais e econômicos de construir um futuro movido a energia limpa”, declarou em comunicado oficial.

Países ficaram de fora

Alguns países, no entanto, optaram por não assinar o acordo. Entre eles, estão Estados Unidos, Índia, Austrália e China. A falta dessas nações no entendimento causa uma grande lacuna, no entendimento do secretário de negócios do Reino Unido, Ed Miliband.

Na avalição de Juan Padro Osornio, chefe da delegação do Greenpeach na COP26, avaliou que o acordo é insuficiente e precisaria ser mais ousado para contribuir com o meio ambiente. “No geral, esse acordo ainda está aquém da ambição necessária para os combustíveis fósseis nesta década crítica”, afirmou.

“As letras pequenas aparentemente dão aos países uma enorme margem de manobra para escolher sua própria data de eliminação, apesar do título brilhante”, ponderou.

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