COP27 arranca em Sharm el-Sheik

Temperaturas extremas, incêndios descontrolados, secas prolongadas e migrantes climáticos: a COP27 arrancou em Sharm el-Sheik, no Egito, marcada pela publicação de um relatório alarmante sobre o aquecimento global.

De acordo com a Organização Meteorológica Mundial , se as projeções para 2022 se confirmarem, os últimos oito anos serão os mais quentes desde que há registo.

O secretário-geral da ONU apelou a "ações climáticas ambiciosas e credíveis".

António Guterres, secretário-geral da ONU: "Como constatou claramente a Organização Meteorológica Mundial, a mudança acontece a uma velocidade catastrófica, devastando vidas e subsistência em todos os continentes. Devemos responder ao sinal de alarme do planeta com ações climáticas ambiciosas e credíveis. A COP27 é o lugar e o momento para o fazer."

Mais de 120 chefes de Estado e de governo deverão marcar presença na cimeira do clima na estância balnear egípcia, mas o encontro está também marcado pela ausência de líderes de algumas das maiores economias e poluidores do planeta, como a China, a Rússia ou a Índia.

A COP27 conta também com a presença de especialistas, académicos e representantes de organizações não-governamentais e decorre até ao próximo dia 18.