Copa América: Fase de Messi faz argentinos sonharem com fim de jejum

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Em sua décima competição oficial pela Argentina, Lionel Messi tem mais uma chance de finalmente levantar um troféu e acabar com o jejum de 28 anos sem títulos da seleção. O craque bateu na trave algumas vezes — 2014, 2015 e 2016 estão vivos na memória. Mas por que os argentinos estão tão cheios de otimismo com essa Copa América? Ainda falta, inclusive, passar pela semifinal desta terça-feira contra a Colômbia, às 22h, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília (com transmissão de SBT e ESPN).

Longe de estar entre as favoritas na Copa do Qatar de 2022, a Argentina — e Messi — sabe que a maior chance de conquista está em terreno sul-americano. A próxima competição continental está marcada para 2024, quando o futuro do craque, aos 37 anos, será uma incógnita.

A esperança argentina não se sustenta apenas numa maior facilidade nos confrontos sul-americanos em relação aos europeus. Afinal, o Brasil começou o torneio como franco favorito. Mas está baseada no próprio Messi.

Para alguns analistas de futebol, o jogador está em uma das suas melhores fases na seleção. Até o momento, foram quatro gols e quatro assistências nesta Copa América — participação em 80% dos dez gols argentinos, em cinco jogos.

Numa comparação com a Copa América de 2016, quando perdeu um pênalti na final com o Chile, Messi fez cinco gols e deu quatro passes em sete partidas. Ainda tem mais dois jogos para melhorar a marca.

Além do talento puro, a postura de Messi em campo também tem merecido atenção. Mais participativo nas jogadas coletivas, ele já não tenta resolver a partida sozinho. Também está mais atuante como capitão. Sem figuras de liderança como Mascherano, Messi abraçou o posto no time renovado de Scaloni.

— Pela maneira como a Copa América está evoluindo, levando em consideração o nível de jogo da Argentina e do próprio Messi, sem dúvidas é a oportunidade mais viável de título para ele. Temos que lembrar que perdeu duas finais de Copa América para o Chile. Naquelas vezes, o troféu estava mais perto, mas quanto ao nível pessoal dele no torneio, estamos vendo sua melhor versão. Percebe-se que hoje ele está mais à vontade jogando na Argentina do que no Barcelona — afirma Silvio Favale, jornalista do diário argentino “Olé”.

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