Copa: Brasil e Argentina saem confiantes, mas europeus têm testes mais fortes

O ápice da euforia pré-Copa do Mundo foi visto na Argentina. Depois da grande vitória sobre a Itália, veio uma goleada de 5 a 0 sobre a Estônia, número 110 do ranking da Fifa. As manchetes portenhas tratam a sequência como histórica: “a seleção argentina voa”, diz o “Olé”. No mesmo dia, Portugal aplicou 4 a 0 na Suíça, adversária do Brasil no Grupo G da Copa e 14ª no ranking. Estonianos e suíços não estão, definitivamente, na mesma prateleira do futebol.

O ciclo de amistosos deste mês acabou para argentinos e brasileiros com saldo positivo — a seleção de Tite também venceu suas duas partidas, contra Coreia do Sul e Japão. Depois do 5 a 1 em Seul, veio a vitória magra de ontem por 1 a 0 sobre os japoneses, gol de pênalti de Neymar. Os principais concorrentes europeus ao título mundial, porém, estão fazendo uso muito melhor da atual Data-Fifa.

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Uma comparação entre os resultados das duas potências sul-americanas e a das principais seleções do Velho Continente — França, Inglaterra, Alemanha, Bélgica, Portugal e Espanha — mostra que além de jogarem mais, as equipes europeias encaram adversários mais qualificados a cinco meses da Copa do Catar.

Argentinos e brasileiros tiveram dois amistosos no período, enquanto as seleções da Europa jogarão quatro partidas pela Liga das Nações. A diferença no nível dos adversários também é gritante. O Brasil de Tite ganha forma para o Mundial encarando as duas melhores seleções asiáticas, números 29 (Coreia) e 23 (Japão) do ranking da Fifa. A Alemanha, por exemplo, fará quatro jogos na mesma janela: dois contra a Itália (6ª), um contra a Inglaterra (5ª) e outro contra a Hungria (40ª).

Análise de Tite: 'Finalizações precisam ser mais precisas'

A França, atual campeã do mundo, estreou mal na sequência de partidas de julho. Perdeu em casa para a Dinamarca, mas há que se lembrar que os dinamarqueses são atualmente 11º no ranking da Fifa. Ontem, empatou em 1 a 1 com a Croácia, 16ª do mundo, reedição da final da Copa do Mundo de 2018. Farão um segundo jogo contra os croatas e depois pegarão a Áustria, 34ª do ranking.

De olho num top-30

Brasil e Argentina terão mais dois jogos apenas antes da estreia na Copa do Mundo. Um deles deverá ser um clássico que nenhuma das duas seleções parece querer disputar, para suprir o jogo adiado pelas Eliminatórias. Um confronto oficial que pode gerar prejuízos inesperados para as equipes: se tiverem jogadores expulsos, por exemplo, eles terão de cumprir suspensão na estreia no Mundial.

Ontem, depois da vitória sobre o Japão, a seleção brasileira deixou o jogo festejando uma partida com jeito de Copa do Mundo. Os japoneses marcaram duro, às vezes até exageraram nas faltas, e não tiveram vergonha de abrir mão do ataque para evitar o gol brasileiro.

Ainda assim, está faltando algo. Tite indicou o que, quando questionado sobre qual seleção gostaria de enfrentar, antes da Copa:

— A França, campeã mundial. Se for abrir um pouco mais o nosso leque, Alemanha, Inglaterra.

Na impossibilidade de encarar europeus, destacou que um adversário que seja top-30 do ranking da Fifa já estaria de bom tamanho. Atualmente, as únicas seleções que não são nem sul-americanas, que o Brasil não deseja mais enfrentar, nem europeias, entre as 30 melhores do mundo são México (9º), Estados Unidos (15º), Senegal (20º), Irã (21º), Japão (23º), Marrocos (24º) e Nigéria (30º).

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