Copa do Catar: além de bebida alcoólica, outros oito itens estão proibidos; veja lista

Às vésperas do início da Copa do Mundo, o Catar anunciou uma série de itens que estão proibidos. Pressionada pelas autoridades locais, a Fifa informou que a venda de cerveja com álcool não será permitida nos perímetros dos estádios, sendo comercializadas apenas no Fan Festival e em outras áreas voltadas a torcedores. Nas arenas, uma versão zero álcool da cerveja oficial do torneio será a única opção.

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“Após discussões entre o país anfitrião e a Fifa, foi decidido focar a venda de bebidas alcoólicas nos FIFA Fan Festival no lugar de outros destinos e áreas licenciadas do torneio, removendo pontos de vendas de cerveja dos perímetros dos estádios. Não haverá impacto nas vendas de Bud Zero, que seguirá disponível em todos os estádios da Copa do Mundo do Catar”, diz o comunicado.

Porém, além das bebidas alcoólicas, outros oito itens também estão restritos no país. Alguns deles já eram esperados devido ao risco que representam em grandes eventos, como “armas com suas respectivas munições”, “substâncias radioativas” e “entorpecentes e substâncias psicotrópicas (a menos que o uso necessário seja documentado por prescrições médicas)”.

No entanto, outros pontos da lista chamam a atenção, como “material para apostas” (sem limitar, claro, a posse de dinheiro em espécie), “produtos falsificados” e “imagens de extrema violência, crueldade ou pornografia”.

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Além deles, há também os relacionados à sacralidade, sendo proibidos “objetos que podem ser ofensivas a outras religiões e cultos”. Por fim, um dos que também deve ser sentido por visitantes e até por delegações, vem a “carne de porco e seus derivados”.

“Para a Espanha [conhecida pelo consumo de presunto], há mais um problema. La Roja terá de prescindir de um elemento fundamental do seu plantel, peça valiosa presente em todos os Mundiais disputados pela Espanha”, conta o jornal Gazzetta.

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Segundo o Corão, livro sagrado do Islamismo, o consumo do produto é vedado — a restrição também está prevista no Judaísmo. A decisão da Fifa, porém, afeta diretamente algumas delegações de países que irão disputar a Copa. Para a Espanha, por exemplo, a carne de porco é recorrente nos pratos da culinária local, e seria utilizado caso não houvesse a proibição.

“La Roja começa deficiente, vítima de uma ausência vital, obrigada a desvirtuar de imediato a sua essência nutricional e social. Veremos o impacto que essa privação terá. No momento é impossível fazer previsões, afinal, para esta peculiar Copa do Mundo”, encerra a publicação.