Copa do Mundo ainda não mobilizou pequenos negócios, diz Sebrae

Quando o Catar foi selecionado para sediar a Copa do Mundo 2022, a FIFA precisou adiar os jogos para novembro (Getty Image)
Quando o Catar foi selecionado para sediar a Copa do Mundo 2022, a FIFA precisou adiar os jogos para novembro (Getty Image)
  • Pesquisa mostra que empresas ainda não estão e preparando para a Copa do Mundo;

  • Crise econômica e mudança no calendário afetaram o mercado esportivo;

  • No entanto, companhia esperam um aumento no faturamento durante o período.

Normalmente, os jogos da Copa do Mundo acontecem entre junho e julho a cada quatro anos. Mas, por causa do verão extremamente quente no Oriente Médio, a disputa no Catar precisou ser adiada para os meses de novembro de dezembro.

No Brasil, o calendário de eventos ficou apertado. Em meio ao clima de eleições, começam os preparativos para a partida mundial de futebol. Mesmo assim, nem todo mundo entrou no clima da festa esportiva.

De acordo com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), 63% das empresas não estão se preparando para a Copa do Mundo, enquanto 37% elaboraram produtos ou serviços para atender esse público.

A crise econômica é um dos principais fatores que geram preocupação entre os empresários.

“Os pequenos negócios estão muito naquele processo de ressurgir, de ganhar fôlego, de tentar resgatar e recuperar não só a lucratividade, mas até mercado, aumento de vendas. Eles estão muito focados agora, na verdade, no pós-pandemia, para sobreviver”, disse a analista da Coordenação de Comércio e Serviços e gestora de Projetos de Varejo do Sebrae, Poliana Valente à Agência Brasil.

A sondagem aponta que 20% dos empreendedores acreditam que a Copa do Mundo vai ajudar no aumento do faturamento da companhia; 44% ainda estão indecisos e acham que o faturamento não vai aumentar e nem diminuir; 13% consideram que haverá diminuição das vendas e 24% não souberam responder.

“Culturalmente, a gente estava acostumado a vê-la em um determinado período e, sempre, no meio do ano. A questão de ter sido jogada para o final do ano culturalmente também mexeu um pouco no radar das pessoas, e nesse olhar para a Copa”, explica Poliana.