Copa do Mundo conclui primeira fase sem ‘hat-tricks’, que são ainda mais raros em mata-mata

O Catar recebeu 830 jogadores para a disputa da Copa do Mundo, um número recorde. Até o momento, nenhum deles ganhou a permissão para levar para casa a Al Rihla, a bola oficial da competição. Esse direito é tradicionalmente concedido ao atleta que marcar três gols ou mais em um só jogo, o que não aconteceu em 48 confrontos da primeira fase. Doze jogadores conseguiram marcar duas vezes num só jogo, lista que inclui o brasileiro Richarlison.

Desde 1930, só na Copa de 2006, na Alemanha, não houve registro de um “hat-trick”, ou “triplete”, nomes dados para a ocorrência de três gols do mesmo autor na mesma partida. O último Mundial, de 2018, teve dois: um de Cristiano Ronaldo, no empate de Portugal por 3 a 3 contra a Espanha, e um de Harry Kane, na goleada da Inglaterra por 6 a 1 no Panamá.

Nenhum jogador brasileiro marca três vezes num só jogo há 64 anos. A última vez que isso aconteceu foi na semifinal da Copa de 1958, contra a Suécia. O autor do feito? Sim, Pelé.

Além do maior jogador de todos os tempos, outros dois brasileiros já fizeram um triplete em Copas: Leônidas da Silva, nas oitavas de final contra a Polônia em 1938, e Ademir, na fase de grupos contra a Suécia em 1950.

Se algum jogador fizer três ou mais gols numa das partidas da fase de mata-mata do Mundial do Catar, será a primeira vez que isso acontece desde 1990. Nas oitavas de final daquela Copa, o atacante tcheco Skuhravy balançou as redes da Costa Rica três vezes na vitória por 4 a 1 que classificou a República Tcheca.

Até hoje, só um jogador anotou “hat-tricks” em mais de uma Copa: o argentino Gabriel Batistuta, em 1994 e 1998. No Catar, além dos já mencionados Cristiano Ronaldo e Harry Kane, o único jogador ainda em condições de alcançar essa marca é o suíço Shaqiri, que fez o "triplete" contra Honduras no Mundial de 2014, no Brasil.

Se marcar três vezes tem sido um desafio para os maiores jogadores do planeta, imagine então fazer o mesmo goleiro buscar a bola no fundo do gol em cinco ocasiões. Foi o que fez, em 1994, o russo Oleg Salenko na goleada por 6 a 1 sobre Camarões, até hoje o maior número de gols marcados pelo mesmo atleta em um só jogo de Copa do Mundo. Aquela partida também ficou na história da competição por conta do gol solitário da seleção africana, anotado por Roger Milla. Aos 42 anos, o camaronês se tornou na ocasião o jogador mais velho a marcar em um Mundial.