Copacabana ganha loja de chapéus Panamás

Conhecidos e valorizados no mundo inteiro, os chapéus do tipo Panamá ganharam um lugar de destaque no imaginário carioca. Não se sabe ao certo quando essa história começou, mas a peça já tinha feito a cabeça de Madame Satã, um dos personagens mais famosos da vida noturna da Lapa carioca na primeira metade do século XX. Uma imagem do fotógrafo Walter Firmo confirma esse uso. Os sambistas cariocas mais tradicionais também adotaram o acessório. Para quem é bamba, para quem apenas quer se proteger do sol ou para quem usa um bom chapéu como um acessório de moda, a Aba, pioneira na importação de Panamás, abre a sua primeira loja física no Rio, no primeiro piso do Shopping Cassino Atlântico, em Copacabana.

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Quem está por trás da marca é o carioca Marcelo Sarquis, que mora no bairro, pratica natação no mar e chega de bicicleta à loja. Depois de vender panelas, ímãs de geladeira e itens que na época custavam R$ 1,99, Sarquis migrou para o mundo dos chapéus, há 20 anos. Desde então, mantém acesa a tradição e a valorização de um produto artesanal confeccionado há mais de mil anos no Equador (os Panamás não são feitos no país que batizou o acessório) por comunidades indígenas descendentes dos incas. Por contribuir com a manutenção dessa tradição, Sarquis já ganhou até reconhecimento do governo equatoriano.

O empresário explica que um chapéu é considerado Panamá por conta da palha utilizada em sua confecção.

— Não tem relação com o modelo, mas com a matéria-prima que é encontrada só naquela região. Quanto mais fina a palha, mais caro o chapéu. Uma única peça pode demorar até seis meses para ficar pronta —diz. — Vendo chapéus Panamá com preços que variam de R$ 375 a R$ 3.750. Mas o que mais vendo é o que pode ser enrolado e colocado numa caixinha. O produto é certificado e 100% original. Na Aba, não vendo apenas Panamás. Tenho também peças mais em conta, com preços por volta de R$ 70.

Neste mês de abertura da loja, Sarquis fará uma promoção especial de inauguração, do Chapéu Panamá semifino, que enrola e vai na caixinha: de R$ 574 por R$ 494.

Em dezembro de 2012, a Unesco declarou o tecido de palha toquilla, matéria-prima dos chapéus Panamá, Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

A moda dos fascinators volta às cabeças

A moda de ornar a cabeça está, definitivamente, de volta. No sábado, a especialista e analista de moda Paula Acioli e o chapeleiro Denis Linhares, famoso por, literalmente, fazer os chapéus de mulheres que frequentam eventos concorridos, como o Grande Prêmio Brasil e o Baile do Copa, unirão suas expertises para oferecer uma oficina inédita na Zona Sul: a de criação de Fascinators, um dos mais glamourosos acessórios usados pelas mulheres das realezas europeias, notadamente a britânica.

— Este ano tivemos o jubileu de 70 anos de reinado da Rainha Elizabeth II e pouco depois, as cerimônias de despedida da monarca. Foi impressionante a repercussão mundial de ambos os eventos, nos quais tiveram grande destaque os acessórios usados nas ocasiões pela ala feminina da realeza, em especial pela princesa Kate, a rainha consorte Camilla e Meghan Markle, com seus chapéus e fascinators — explica Paula.

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A partir desta observação e a de que muita gente interessada por moda adoraria saber mais sobre o assunto, a especialista convidou o chapeleiro Denis Linhares para, juntos, contarem curiosidades e segredos sobre a Chapelaria e orientarem os participantes a criarem e executarem seus próprios fascinators.

— Vamos não apenas falar sobre o fascinator, que vem das palavras fascínio e fascinação, mas também orientar como criar, montar e usar este acessório. Vamos ter teoria e prática, mas será uma oficina leve e divertida — completa Denis.

A oficina "O Fascinante Fascinator & Os Segredos da Chapelaria" acontecerá no sábado, dia 26, das 16h às 18h30, na PROFASHIONAL, que fica na Praia do Flamengo 66, grupo 911. As vagas são limitadas e a inscrição (R$ 195) dá direito a um kit para confeccionar um fascinator, além de coffee-break e participação em um sorteio ao final do encontro.