Copacabana Palace será autuado e pode ser impedido de realizar novos eventos, após festa para 500 pessoas

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A prefeitura do Rio vai autuar o Copacabana Palace pelo evento que recebeu aproximadamente 500 pessoas na noite desta sexta-feira e no qual foram registradas várias violações às regras de combate à pandemia da Covid-19.

Em entrevista ao GLOBO, o secretário de Ordem Pública, Breno Carnevalle, afirmou que imagens que circulam nas redes sociais mostram que não houve preocupação por parte dos idealizadores da festa em manter as condições aprovadas pela Prefeitura — uma equipe da Seop esteve no local por volta das 22h e não constatou qualquer irregularidade. De acordo com ele, caso a Vigilância Sanitária entenda que houve uma "infração sanitária gravíssima", a tendência é que o local seja vedado a realizar novos eventos.

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— Ontem (14), recebemos a informação desse evento pela manhã. A Seop e a Vigilância Sanitária estiveram no local e, naquele momento, as regras estavam sendo respeitadas. Com isso, foi feito um Registro de Vigilância Sanitária. O responsável pelo estabelecimento, então, assinou um termo assegurando que aquelas normas seguiriam sendo cumpridas por toda a noite. As provas já colhidas, como vídeos e imagens, mostram uma pista de dança que não existia quando a Prefeitura esteve lá, por exemplo. Os registros mostram que não houve fiscalização sobre o uso de máscaras. O Copacabana Palace será autuado e a sanção cabível será imputada pela Vigilância. O local pode ser interditado para novos eventos, mesmo respeitando as regras — explicou.

A assessoria do cantor Gusttavo Lima, que se apresentou na ocasião, informou que o evento estava preparado para receber cerca de 500 convidados. Os cantores Ludmilla e Mumuzinho também participaram da festa, que teve cerimonial organizado pela promoter Carol Sampaio. Uma foto publicada pelo "Metrópoles" mostra que houve aglomeração na porta de trás do hotel, na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, por onde ocorreu a entrada dos convidados.

A imagem mostra que uma fila de convidados se formou no local. Em vídeo publicado nas redes sociais, Carol Sampaio afirmou que não organizou a lista de convidados e que foi contratada apenas para cuidar do cerimonial. De acordo com ela, o espaço teria capacidade para mais de 1.800 pessoas, mas o número de convidados giraria em torno de 480. Por isso, ela diz ter aceitado a contratação. Quanto às violações em relação ao coronavírus, a promoter afirma não ter qualquer poder de fiscalização.

As normas da administração municipal autorizam a atividade desses estabelecimentos, mas com lotação limitada a 40% da capacidade máxima em ambientes fechados e 60% em ambientes abertos. Em nota, o Copacabana Palace informa que, "para realização do evento do dia 14 de maio nas dependências do hotel, foram cumpridas todas as exigências e obrigações legais estabelecidas pelo decreto n° 48.845, publicado em 7 de maio de 2021".

O hotel informou ainda que reforça para seus contratantes externos que o comprometimento com as recomendações das autoridades "é um pré-requisito para que os eventos aconteçam".

"Adotamos um protocolo de prevenção e combate à Covid-19 de acordo com as regras vigentes, de modo que a saúde e segurança de hóspedes, funcionários e clientes são nossa maior prioridade", diz a nota. O hotel não se manifestou sobre as imagens de fila na entrada dos convidados.

O GLOBO tenta um novo contato com o hotel sobre a possibilidade de interdição do espaço para novos eventos. A Vigilância Sanitária da Prefeitura ainda não se manifestou sobre a sanção que será aplicada ao Copacabana Palace.

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