Coreia do Norte adverte EUA que manobras com o Sul ameaçam negociações nucleares

Líder norte-coreano, Kim Jong Un

A Coreia do Norte advertiu que os exercícios militares conjuntos entre Estados Unidos e Coreia do Sul, previstos para o próximo mês, "afetarão" as negociações nucleares com Washington.

Esta é a primeira declaração sobre as manobras desde que o presidente americano Donald Trump e o líder norte-coreano Kim Jong Un concordaram em junho, na fronteira entre as Coreias, em retomar a negociação nuclear.

A negociação seria "afetada" caso as manobras aconteçam, afirmou um porta-voz do ministério norte-coreano das Relações Exteriores, citado em comunicado da agência oficial KCNA.

A Coreia do Norte espera para ver "o que fará o governo dos Estados Unidos" antes de tomar a decisão sobre as conversações.

Estados Unidos e Coreia do Sul programaram exercícios militares conjuntos para agosto. As manobras irritam Pyongyang, que as considera um teste para a invasão de seu território.

A magnitude dos exercícios, no entanto, diminuiu desde a primeira reunião histórica Trump-Kim de junho 2018 em Singapura.

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    Pesquisadores na China afirmam que estudos genéticos mostram que o novo coronavírus não teve origem em um mercado de frutos do mar em Wuhan, na província de Hubei, como suspeitava-se inicialmente.O Jardim Botânico Tropical Xishuangbanna da Academia Chinesa de Ciências publicou em seu site na internet os resultados de estudos conjuntos com pesquisadores de universidades do país.Eles afirmam ter analisado dados genéticos de 93 amostras do vírus coletadas em 12 países.Segundo os resultados, o vírus encontrado no mercado em Wuhan espalhou-se rapidamente a partir daquele local, mas teria vindo originalmente de um outro lugar.Os pesquisadores afirmam que a conclusão que descartou o mercado como epicentro da epidemia é baseada na análise do momento em que os pacientes ficaram doentes.O grupo acrescenta que houve aparentemente duas ocasiões em que o vírus se alastrou, primeiro em 8 de dezembro e de novo em 6 de janeiro. De acordo com o estudo, transmissões entre humanos podem ter tido início no começo de dezembro ou até mesmo no fim de novembro.Ainda segundo os pesquisadores, caso um alerta amplo e significativo tivesse sido feito logo após o crescimento no número de casos no início de janeiro, o alastramento das infecções pelo mundo que acabou ocorrendo a partir do fim daquele mês poderia ter sido menor. MortesAutoridades sanitárias chinesas anunciaram neste domingo (23) que mais 97 pessoas morreram após serem infectadas pelo novo coronavírus. Com a atualização, o número total de mortes causadas pela doença na China continental chegou a 2.442. A maioria das vítimas morava na província de Hubei.Ao mesmo tempo, outras províncias chinesas reduziram o nível de emergência de saúde pública após notarem uma queda no número de novos casos.No sábado (22), a província de Liaoning, no nordeste chinês, anunciou que baixou o nível de 1, o patamar mais perigoso, para 3 em uma escala onde o número 4 é o menos grave. O governo de Liaoning disse que nenhum caso novo do vírus foi detectado desde segunda-feira (17).O novo coronavírus já se espalhou para cerca de 30 países e territórios pelo mundo.

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    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Caixa Econômica Federal sorteou neste sábado (22), o concurso 2.236 da Mega-Sena e vai pagar R$ 190 milhões ao ganhador. Os números sorteados foram: 07 - 20 - 38- 43 - 45 - 53 Em 2020, ainda ninguém acertou as seis dezenas em concurso regular da Mega. Com exceção da Mega da Virada, a última vez que a loteria teve um ganhador foi em 19 de dezembro, no concurso 2.218. Um apostador levou sozinho R$ 40 milhões. Aposta A aposta simples custa R$ 4,50 e pode ser feita nas casas lotéricas até as 19h do dia do sorteio. Ela também pode ser realizada pelo site da Caixa Econômica Federal (www.loteriasonline.caixa.gov.br), com aposta mínima de R$ 30 para quem não é correntista do banco. A probabilidade de acerto das seis dezenas é um a cada 50 milhões. Já estão abertas as apostas para a Mega da Virada, que poderá pagar R$ 300 milhões. As apostas também podem ser feitas nas lotéricas. O valor é o mesmo de uma aposta simples.

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    O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, fez nesta segunda-feira um apelo à ação contra os ataques aos direitos humanos em todo o mundo, destacando a perseguição às minorias e os "níveis alarmantes de feminicídio".

  • Com nova Tabata, PDT quer utilizar eleição para se redimir com esquerda
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    Com nova Tabata, PDT quer utilizar eleição para se redimir com esquerda

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A diferença vai muito além da letra "h", dizem os dirigentes do PDT (Partido Democrático Trabalhista) sobre a quase homônima da deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP) que será lançada candidata à Câmara Municipal de São Paulo neste ano. A aspirante a vereadora Thabata Ganga, 26, honrará a ideologia da legenda e assumirá a defesa dos trabalhadores, segundo a cúpula da sigla -a mesma que acusou a parlamentar federal de fazer o oposto disso quando votou a favor da reforma da Previdência. A "Tabata do bem", como a novata em disputas eleitorais foi apelidada nos bastidores, simboliza uma demanda do PDT para o pleito de outubro: a de apresentar jovens comprometidos com a história do partido, cujas referências maiores são Getúlio Vargas e Leonel Brizola. O plano é que 30% dos 83 postulantes a vereador na capital paulista tenham abaixo de 35 anos, formando a bancada da "juventude trabalhista". Nas ruas e redes, eles deverão contar com o reforço do ex-presidenciável Ciro Gomes. No grupo de pré-candidatos estão também o presidente da Juventude Socialista (o núcleo de jovens do partido), Gabriel Cassiano, 23 -que atuou para filiar Amaral em 2018-, e Leticia Gabriella, 24 -que participou ativamente da campanha da hoje deputada, como assessora de comunicação. Pupilo de Ciro, Cassiano agora se coloca como um "anti-Tabata", no que diz respeito a alinhamento com a pauta trabalhista. Leticia é do bloco dos que se decepcionaram com a parlamentar que, aos 24 anos, foi a sexta mais votada do estado. Ela recebeu 264.450 votos (quase metade disso na capital). Mesmo rompida com a sigla e em litígio judicial para tentar se desfiliar sem perder o mandato, a deputada deve pautar indiretamente a campanha municipal do partido. Tida como símbolo de renovação da legenda, e rapidamente cotada para disputar a Prefeitura de São Paulo, Amaral caiu em descrédito para parte da esquerda ao se mostrar favorável à reforma previdenciária, no ano passado. A chapa de candidatos a vereador passou então a ser tratada pelos pedetistas como uma oportunidade de reconciliação com a parcela do eleitorado frustrada pelo apoio da parlamentar à bandeira do governo Jair Bolsonaro (sem partido). O PDT não tem nenhum representante na atual legislatura da Câmara Municipal. "Não gosto disso de 'do bem' ou 'do mal'. Prefiro dizer que sou a 'Tabata diferente'", diz Ganga, ela própria uma eleitora arrependida de Amaral. A pré-candidata, no entanto, tem lá suas semelhanças com a original: além de ser mulher e jovem, atua na educação e usará esse tema e a ciência como motes de campanha. Ex-militante do PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado) e engajada em causas estudantis, a engenheira biomédica se aproximou do PDT em 2018. Já no início, a coincidência do nome chamou a atenção e suscitou a ideia de encarar as urnas. Finalmente convencida, ela se filiou no início deste ano. Uma ala chegou a defender que Ganga mudasse o nome para concorrer ou usasse só o sobrenome. "Mas o Ciro me disse para não ter vergonha do meu nome e mostrar que não sou igual a ela", conta. "Sou trabalhista e sou de esquerda." Segundo Cassiano, "o PDT entendeu que é hora de buscar [candidatos] dentro, e não fora". No partido desde 2017, o aluno de economia da PUC-SP é aposta dos pedetistas e tem reivindicado para si o papel de antagonista de Amaral. Sua fala faz menção aos caminhos que a outrora correligionária percorreu para chegar à sigla. Fundadora do movimento Acredito, pró-renovação política, e aluna do RenovaBR, iniciativa privada para formação de candidatos, ela se filiou no limite do prazo da Justiça Eleitoral, em abril de 2018. Cassiano, que se candidatou a deputado estadual em 2018 e teve 10.338 votos, também foi apadrinhado pelo RenovaBR. O programa se declara neutro, e o universitário diz que a participação não mudou seu pensamento. O PDT passou a impedir integrantes de entrar em iniciativas do tipo. Leticia, que trabalhou na campanha de Amaral, se afastou dela. "Ela foi considerada traidora, mas não houve um incentivo dos líderes do partido para fomentar ataques. Foi algo da militância", afirma. Negra e moradora da periferia, a estudante de direito e ativista da Educafro (ONG de educação de negros) se filiou à sigla em 2019. "Ela [Amaral] errou na Previdência. Foi uma medida que atingiu toda a classe trabalhadora", critica. Presidente nacional do PDT, Carlos Lupi diz que a sigla teve "uma belíssima experiência" com Tabata, "que começou muito bem". "Mas ela mudou a rota no meio do caminho, votou contra a própria origem." Lupi afirma que haverá esforço para se certificar de que os novos candidatos estejam afinados com a legenda, embora o controle total seja impossível. "É muito difícil [prever desvios]. Se existisse antídoto contra traição, nenhum casal se separaria no mundo." Procurada pela reportagem, Amaral não quis comentar as articulações eleitorais do PDT. Ela sempre falou que o partido foi sua escolha, sobretudo, pela preocupação com educação. O processo que move no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra a legenda terá a primeira audiência em 5 de março. Na ação, ela alega perseguição; o PDT a acusa de infidelidade partidária, por desobedecer ao fechamento de questão contra a reforma. Na eleição municipal em São Paulo, a deputada apoiará candidatas egressas do Vamos Juntas, movimento que criou para estimular a presença feminina na política.

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    Carlos Bolsonaro usa camiseta de Martin Luther King, e a internet não perdoa

    Conduta é pouco ou nada condizente com seu modo corriqueiro de reagir – em geral virulento, em contraste com Luther King; na ocasião, reagiu com um palavrão ao ser questionado.

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    Ataque com carro deixa 30 feridos em desfile de Carnaval na Alemanha

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um motorista deixou ao menos 30 feridos ao avançar intencionalmente com um carro contra um desfile de Carnaval na cidade de Volksmasen, no oeste da Alemanha, com público estimado em 1.500 pessoas, nesta segunda-feira (24). A polícia local afirmou se tratar de um ataque, mas não confirmou a motivação do ocorrido. Ainda segundo as autoridades policiais, o suspeito foi detido após o episódio, que aconteceu por volta das 14h30 locais (10h30 no horário de Brasília), e será interrogado. A imprensa alemã afirma que, entre os feridos, há crianças e algumas pessoas em estado grave. O Carnaval é bastante popular na região onde ocorreu o ataque, com milhares de pessoas participando de desfiles na rua com carros alegóricos. Volksmarsen, que também abriga as festividades, é uma cidade de cerca de 6 mil habitantes, a 423 km de Berlim. O caso ocorreu uma semana após um ataque a tiros deixar nove mortos em dois bares de imigrantes também na Alemanha, na cidade de Hanau. Segundo investigações das autoridades alemãs, o ocorrido anterior teve motivações racistas e de extrema direita.

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    Marco Feliciano diz que Witzel 'tornou ilícito' religioso 'pregar que homossexualismo é pecado', mas lei veda punições a templos

    Deputado afirmou no Twitter que governador do Rio 'fez o que nenhum esquerdopata teve coragem até hoje' através de regulamentação de lei de 2015

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    Desfile da Mangueira provoca e emociona com diversas representações de Jesus Cristo

    Muito aguardado, principalmente pela polemica que gerou por trazerrepresentaçoes diferentes de Jesus Cristo, o desfile da Estaçao Primeira deMangueira, que aconteceu entre a noite de domingo (23) e a madrugada desegunda (24), nao decepcionou.

  • Antes entrosados, jogadores e Carnaval parecem cada vez mais afastados
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    Antes entrosados, jogadores e Carnaval parecem cada vez mais afastados

    A mais nova atração do futebol do Rio, Keisuke Honda recebeu convites para acompanhar o desfile das...

  • Frente a motim, governo Bolsonaro articula nova lei orgânica para as PMs
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    Frente a motim, governo Bolsonaro articula nova lei orgânica para as PMs

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O governo Jair Bolsonaro articula com representantes de associações de policiais militares uma proposta de lei orgânica. A medida é uma das pautas prioritárias da classe há anos. Hoje, as reivindicações dos agentes de segurança estão no centro do debate político nacional. No Ceará, para onde o governo federal enviou as Forças Armadas e a Força Nacional de Segurança, há paralisação de PMs desde terça (18). Nas primeiras 48 horas de motim, 51 pessoas foram assassinadas -uma por hora. Na quarta-feira (19), PMs amotinados alvejaram o senador licenciado Cid Gomes (PDT) com dois disparos. Ele tentou invadir um quartel com uma retroescavadeira. Em ao menos outros oito estados, como Alagoas, Espírito Santo e Rio Grande do Sul, já há sinais de insatisfação nas tropas. Com o projeto de lei, o governo quer estabelecer padrões de conduta e unificar a estrutura das Polícias Militares em todo o Brasil. Hoje, elas são regulamentadas por um decreto de 1983. As normas em vigor definem a hierarquia das corporações, estabelecem a conduta das atribuições ostensiva e preventiva dos agentes e o código de ética, por exemplo. O decreto, porém, é sobreposto por regras estaduais. O resultado é que não há uniformidade na estrutura das polícias do país. Por isso, os PMs querem uma legislação de iniciativa do Executivo e usam como justificativa a necessidade de regulamentar parágrafo do artigo 144 da Constituição, segundo o qual uma lei definirá o "funcionamento dos órgãos de segurança pública". O debate sobre a proposta se estende desde o ano passado. PMs compõem importante base eleitoral de Bolsonaro desde o tempo em que o capitão reformado era deputado federal. A influência da categoria no governo preocupa em razão do discurso de enfrentamento de Bolsonaro ao Congresso e ao Judiciário. O receio é que o apoio do presidente inflame os ânimos e provoque uma escalada da violência no atual cenário. Enquanto isso, policiais tentam emplacar pautas corporativistas no Congresso com apoio do Executivo. Além da lei orgânica, Bolsonaro quer ampliar o escopo das causas excludentes de ilicitude, o que ampliaria as situações em que agentes que matassem em serviço estariam isentos de punição. A proposta enfrenta resistência. Sobre as novas normas para as PMs, as discussões se dão no âmbito do Ministério da Justiça e Segurança Pública, de Sergio Moro. O comandante-geral da PM de Santa Catarina, coronel Carlos Alberto de Araújo Gomes, tem participado de reuniões com a Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública). Segundo líderes dos policiais, a ideia é enviar um substitutivo a um projeto de lei que tramita hoje na Câmara. A proposta, de 2001, é considerada obsoleta pelos PMs. A meta é encaminhar o novo projeto até abril. "A lei orgânica estabelecerá padrões nacionais, propiciando que as Polícias Militares, sem perder sua natureza estadual, se alinhem mais fortemente a um conjunto de doutrina, princípios, conceitos e características mínimas nacionalmente", diz Araújo. À frente da empreitada dos PMs, o coronel ainda preside o Conselho Nacional de Comandantes-Gerais. Para defender sua causa, Araújo cita como exemplos de comparação a Lei Orgânica da Magistratura e a do Ministério Publico. Com a sua lei orgânica, policiais dizem acreditar que terão mais autonomia diante dos governadores. As discrepâncias justificariam os pleitos. Em 13 estados, exige-se diploma em direito para que um oficial (tenente) ingresse na corporação. Em seis, o pré-requisito é ter ensino superior. Em sete, basta ensino médio completo. O mesmo ocorre em relação à entrada de um praça (soldado), a patente mais baixa da hierarquia militar. Dez estados exigem o ensino superior para o ingresso. A tendência é uniformizar a necessidade de ensino superior como pré-requisito, com um período de transição. Isso pode impactar os soldos e as contas de estados. Outra proposta em estudo é criar a figura do general da PM, que teria duas estrelas, e valeria para comandantes e subcomandantes de tropas. Hoje, só há generais nas Forças Armadas. Eles acumulam até quatro estrelas. Uma outra medida que deverá ser incluída na proposta é a previsão de dar o chamado poder de polícia administrativa a todas as PMs. "Trata por exemplo da capacidade de avaliar, organizar e fiscalizar atividades no espaço público, por meio de licenças e multas, sem necessariamente criminalizar os infratores e suas condutas", diz Araújo Gomes. "[A proposta] Reduz a judicialização, a criminalização, o uso da força e fortalece a polícia comunitária e de proximidade", afirma o comandante da PM de Santa Catarina. Hoje, essa prerrogativa varia de estado para estado. As propostas, porém, não são unânimes entre os PMs, principalmente entre os praças. Presidente da Associação Nacional de Entidades Representativas de Policiais Militares e Bombeiros Militares, sargento Leonel Lucas é favorável à diminuição das patentes das polícias. Hoje, há quatro para praças -soldado, cabo, sargento e subtentente- e cinco para oficiais -tenente, capitão, major, tenente-coronel e coronel. Para ele, o ideal seria que houvesse apenas as figuras de soldado, sargento e capitão. Na Câmara, o projeto de lei vai ser discutido sob a liderança do deputado Capitão Augusto (PL-SP). O congressista disse que tem articulado a aprovação da matéria com o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Maia criou, em dezembro, uma comissão especial para analisar o projeto de 2001, que será substituído. Oito partidos já indicaram membros para o colegiado. Capitão Augusto reivindica a relatoria da proposta. Já Lincoln Portela (PL-MG) deverá presidir a comissão. O capitão já conversou com Moro sobre o assunto. Segundo ele, o ministro colocou a Senasp à disposição. De antemão, Capitão Augusto defende estabelecer o ensino superior como pré-requisito para a entrada na PM. "O estado de São Paulo, a maior polícia do Brasil, não exige curso superior, nem para praças nem para oficiais", diz. "Nossa preocupação é com qualidade [dos PMs], e não com quantidade." Essa medida, porém, também não é consenso entre os policiais.

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