Morte de homem negro gera protestos em Sacramento (EUA)

Los Angeles (EUA), 23 mar (EFE).- A morte em Sacramento, nos Estados Unidos, de um negro desarmado, pelas mãos da polícia, desencadeou desde a última quinta-feira diferentes manifestações na capital da Califórnia, cujos participantes acusam as forças de segurança de racismo e brutalidade.

De acordo com o jornal "The Sacramento Bee", cerca de 200 pessoas percorreram hoje o centro de Sacramento, pedindo justiça pela morte de Stephon Clark, de 22 anos, ocorrida no último domingo, quando foi baleado pela polícia no momento em que se encontrava no quintal de seus avôs.

Este foi o segundo dia de manifestações do movimento Black Lives Matter cortassem, ontem, a Rodovia I-5 e fechassem os acessos para a partida entre Sacramento Kings e Atlanta Hawks, pela NBA.

O confronto, disputado no Golden 1 Center, começou com 20 minutos de atraso e pouca presença de público nas arquibancadas, enquanto na quadra, o proprietário do Sacramento Kings, Vivek Ranadive, pegou o microfone para mostrar seu respeito por quem protestavam pacificamente diante de uma "horrível tragédia".

Segundo o relato e os vídeos divulgados durante a semana, uma pessoa chamou a polícia na noite do último domingo, afirmando que alguém tinha quebrado as janelas do seu veículo e que essa pessoa ainda estava circulando pelo bairro.

Quando os agentes se deslocaram para o local, um helicóptero disse que tinha localizado um suspeito pulando uma cerca e entrando em outro pátio.

Os agentes da polícia o perseguiram, gritaram para ele parar e erguer os braços. Mas segundos depois, foi baleado 20 vezes.

Os agentes acreditavam que Clark, que era pai de duas crianças, carregava uma arma, mas na cena do crime foi encontrado apenas seu telefone celular. EFE