Coreia do Norte esconde bases de lançamento de mísseis, diz estudo dos EUA

O líder norte-coreano, Kim Jong-un, durante reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 12 de junho de 2018, em Singapura

A Coreia do Norte opera pelo menos 13 bases não declaradas para ocultar mísseis móveis com capacidade nuclear - revelou um novo estudo publicado nesta segunda-feira (12), o que gera dúvidas sobre a iniciativa da política externa adotada pelo presidente Donald Trump.

Segundo pesquisadores do Center for Strategic and International Studies em Washington (CSIS), foram localizadas 13 bases operacionais de mísseis não declaradas pelo governo, podendo chegar a 20.

"Não parece que estas bases estivessem congeladas", disse ao jornal "The New York Times" Victor Cha, que dirige o programa da Coreia do Norte do CSIS, informando sobre o estudo pela primeira vez.

Espalhadas por todo o país, as bases se encontram em instalações subterrâneas dotadas de túneis em vales montanhosos estreitos, segundo os pesquisadores.

"O trabalho continua. Todos estão preocupados com que Trump vá aceitar um acordo ruim. Nos deram um único local de testes e desmantelam poucas obras e, em troca, obtêm um acordo de paz", afirmou Cha.

Trump celebrou sua cúpula de junho com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, por ter aberto o caminho para a desnuclearização desta península asiática dividida, desativando as tensões que há menos de um ano colocaram os dois países à beira do conflito.

Desde a cúpula em Singapura, a Coreia do Norte interrompeu os testes nucleares e de mísseis e desmantelou uma instalação de testes de mísseis, além de prometer desativar o principal complexo nuclear do país.

Cha esteve na lista de candidatos a embaixador dos Estados Unidos, mas foi retirado da mesma devido a um desacordo com a abordagem da administração Trump.

Enquanto as sanções dos Estados Unidos à Coreia do Norte permanecem vigentes, os tradicionais e principais parceiros comerciais da isolada nação asiática - China e Rússia - abrandaram sua aplicação desde a reunião de cúpula, admitem funcionários americanos.