Coreia do Norte torna política de armas nucleares 'irreversível' com nova lei, diz agência estatal

O líder norte-coreano, Kim Jong Un, discursa na Assembleia Popular Suprema do país. Imagem divulgada pela agência estatal norte-coreana KCNA/via REUTERS

SEUL (Reuters) - A Coreia do Norte aprovou uma lei que consagra oficialmente suas políticas de armas nucleares, uma medida que, segundo o líder Kim Jong Un, torna seu status nuclear "irreversível" e impede qualquer negociação sobre a desnuclearização, informou a imprensa estatal do país nesta sexta-feira.

A medida ocorre enquanto observadores dizem que a Coreia do Norte parece estar se preparando para retomar os testes nucleares pela primeira vez desde 2017, depois que cúpulas históricas com o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e outros líderes mundiais em 2018 não conseguiram convencer Kim a abandonar seu desenvolvimento de armas.

O parlamento norte-coreano, a Assembleia Popular Suprema, aprovou o projeto na quinta-feira, segundo a agência de notícias estatal KCNA. A lei define quando as armas nucleares poderão ser usadas, inclusive para a proteção dos ativos estratégicos do país, e caso ele seja atacado.

A lei também proíbe qualquer compartilhamento de armas nucleares ou tecnologia com outros países, informou a KCNA.

"O maior significado de legislar a política de armas nucleares é traçar uma linha irreversível para que não haja barganha sobre nossas armas nucleares", disse Kim em um discurso na Assembleia Popular Suprema.

O governo do presidente dos EUA, Joe Biden, se ofereceu para conversar com Kim a qualquer momento, em qualquer lugar, e o presidente sul-coreano, Yoon Suk-yeol, disse que seu país forneceria uma imensa ajuda econômica se Pyongyang começasse a desistir de seu arsenal.

(Reportagem de Josh Smith)

((Tradução Redação São Paulo))

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