Coreia do Sul e EUA disparam mísseis para protestar contra teste 'imprudente' da Coreia do Norte

Míssil é lançado pela Coreia do Sul e pelas Forças Armadas dos EUA. Crédito: Ministério da Defesa da Coreia do Sul/Distribuição via REUTERS

Por Joori Roh e Josh Smith

SEUL (Reuters) - A Coreia do Sul e as Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram raros exercícios de mísseis e um super porta-aviões americano foi reposicionado ao leste da Coreia do Norte depois que Pyongyang lançou um míssil sobre o Japão, uma das respostas mais incisivas dos dois países aliados desde 2017 a um teste de armamentos norte-coreano.

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, alertou que a Coreia do Norte, que possui armas nucleares, corre o risco de mais condenação e isolamento se continuar com suas "provocações".

A Coreia do Norte testou um míssil balístico de alcance intermediário (IRBM) lançando-o a uma distância mais longe do que nunca na terça-feira, e enviando-o sobre o Japão pela primeira vez em cinco anos, provocando a emissão de um alerta para que os moradores de lá se protegessem.

Washington chamou o teste de "perigoso e imprudente" e os militares dos EUA e seus aliados intensificaram as demonstrações de força.

Tropas sul-coreanas e norte-americanas dispararam uma saraivada de mísseis no mar em resposta, disse o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul (JCS) nesta quarta-feira, e os aliados realizaram um exercício de bombardeio com caças no Mar Amarelo.

O porta-aviões Ronald Reagan, um navio da Marinha dos EUA que fez sua primeira escala na Coreia do Sul no mês passado pela primeira vez em anos, também retornará ao mar entre a Coreia e o Japão com seu grupo de ataque de outros navios de guerra. As forças armadas sul-coreanas chamaram isso de um movimento "altamente incomum" projetado para mostrar a determinação dos aliados em responder a quaisquer ameaças da Coreia do Norte.

Falando durante uma visita ao Chile, Blinken disse que os Estados Unidos, a Coreia do Sul e o Japão estão trabalhando juntos "para demonstrar e fortalecer nossas capacidades defensivas e dissuasivas à luz da ameaça da Coreia do Norte".

O principal diplomata dos EUA para o Leste Asiático, Daniel Kritenbrink, acusou a China e a Rússia nesta semana de encorajar a Coreia do Norte por não aplicar sanções adequadamente. Ele disse que a retomada dos testes de armas nucleares pela Coreia do Norte pela primeira vez desde 2017 provavelmente aguardava apenas uma decisão política.

Autoridades sul-coreanas disseram que a Coreia do Norte completou os preparativos para um teste nuclear e pode usar uma arma menor para uso operacional ou um dispositivo grande com maior rendimento do que em testes anteriores.