Coreia do Sul registra 24 óbitos em 24h, um recorde

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Homem se submete a um teste de covid-19 em um laboratório habilitado em uma estação de trem de Seul, em 16 de dezembro de 2020

A Coreia do Sul anunciou, nesta segunda-feira (21), que vai proibir as reuniões de mais de quatro pessoas na capital e sua região para tentar conter uma nova onda epidêmica, após registrar 24 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, um recorde.

As autoridades sul-coreanas relataram 926 novos casos de coronavírus na segunda-feira, enquanto o balanço agora é de 698 mortes. O país nunca registrou tantas mortes em 24 horas desde o início da pandemia.

A partir de quarta-feira, as reuniões de mais de quatro pessoas ficarão proibidas em Seul e sua região, onde vivem 52 milhões de pessoas, dentro e fora, anunciaram as autoridades.

"Se não lidarmos com a explosão no número de casos, o que teve que acontecer em Nova York e Londres, ou seja, ruas vazias e confinamentos, pode acontecer em Seul", disse o prefeito em exercício de Seul, Seo Jung-hyup, que pediu "sacrifício e paciência".

O prefeito advertiu ainda que não há mais leitos nas unidades de terapia intensiva da capital.

Pelo menos dois habitantes de Seul morreram em dezembro, enquanto esperavam para serem internados em um hospital, anunciaram as autoridades municipais.

Até recentemente, a Coreia do Sul era considerada um modelo de gestão da pandemia, pois conseguiu conter os contágios com uma estratégia muito eficaz de testes de diagnóstico e rastreamento de contatos, reforçada por um forte respeito às regras de distanciamento por parte da população.

Com a nova onda epidêmica, os casos explodiram, porém, e houve dias em que mais de 1.000 novos casos foram registrados.

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