CoronaVac: No Chile, estudos clínicos mostram eficácia de 67%

Anita Efraim
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A healthcare worker holds a syringe with the Coronavac vaccine at a vaccination center in the Bicentenario Park, in Santiago, on February 10, 2021. - Chile surpassed one million people vaccinated against COVID-19 on February 9, 2021, six days after starting the mass immunization process in older adults, who joined the medical staff that has already been inoculated since December, the Ministry of Health reported. (Photo by Martin BERNETTI / AFP) (Photo by MARTIN BERNETTI/AFP via Getty Images)
No Chile, CoronaVac é a vacina aplicada em 90,1% dos casos (Foto: MARTIN BERNETTI/AFP via Getty Images)
  • Estudos clínicos feitos no Chile mostram que eficácia da CoronaVac é de 67%

  • Vacina evita hospitalização em 85% dos casos de pessoas que receberam imunização completa

  • CoronaVac é a vacina aplicada em 90,1% dos casos no Chile

Estudos clínicos da CoronaVac, vacina contra covid-19 do laboratório chinês SinoVac, feitos no Chile, o imunizante mostrou eficácia de 67%. Isto quer dizer que, quem receber as duas doses da vacina, após 14 dias, tem redução de 67% na possibilidade de ser contagiado pelo novo coronavírus

O estudo mostra também que a CoronaVac tem 80% de efetividade em prevenir mortes. A vacina ainda tem 85% de eficácia para prevenir a hospitalização de pessoas com covid-19 e reduz em 89% a possibilidade de que as pessoas precisem de internação em Unidades de Terapia Intensiva.

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(Foto: Reprodução)
CoronaVac tem 67% de eficácia para prevenir casos sintomáticos da covid-19; 85% de efetividade para prevenir hospitalizações; 89% de eficácia para prevenir que pacientes sejam internados na UTI; 80% de efetivdade para prevenir mrote pela covid (Foto: Reprodução)

Os dados foram apresentado nesta sexta-feira (16) pelo Ministério da Saúde do Chile. No estudo, foram acompanhadas 10,5 milhões de pessoas, todas com mais de 16 anos. Os participantes são afiliados do Fundo Nacional de Saúde, o sistema público de saúde do Chile. Foram comparadas pessoas que receberam a imunização completa, pessoas que não receberam e grupos que receberam apenas a primeira dose.

No país, estão sendo aplicadas vacinas CoronaVac e Pfizer. Segundo as autoridades chilenas, a vacina chinesa corresponde a 90,1% das imunizações. 

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Foram acompanhadas 10,5 milhões de pessoas que são afiliadas ao sistema público de saúde do Chile (Foto: Reprodução)

No Brasil, onde o estudo foi feito exclusivamente com profissionais da saúde, a eficácia ficou em 50,4%.

Apesar dos resultados positivos, a subsecretária de Saúde Pública, Paula Daza, reforçou que os chilenos devem continuar seguindo as medidas de distanciamento social e os protocolos sanitários, como o uso de máscaras. "Os resultados de efetividade da vacina não podem fazer com que deixemos de lado as medidas de autocuidado. A vacina é mais uma ferramenta". 

"Espero que os resultados positivos sejam um motivo a mais para que as pessoas se vacinem", apelou Daza. 

Após a primeira dose

O Ministério da Saúde apresentou os resultados de proteção da CoronaVac após 14 dias da primeira dose. Os números mostram que, sem a imunização completa, a vacina tem eficácia de 16% contra a covid-19 e reduz em 40% a possibilidade de morrer em decorrência do coronavírus. 

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Vacinação no Chile 

Até o momento, o Chile aplicou 12 milhões de doses da vacina. Com isso, 50% da população objetivo já recebeu pelo menos uma dose, correspondente a 7,6 milhões de pessoas. Entre elas, 5,1 milhões já receberam as duas doses das vacinas oferecidas. O número equivale a 33,7% da população objetivo. 

Atualmente, estão sendo vacinadas pessoas de 48 anos. Além disso, o país já imunizou profissionais da saúde e da educação, pessoas de todas as idades com comorbidades, pessoas com deficiência e responsáveis ou cuidadores de crianças imunodeprimidas. 

Com a ampla vacinação de pessoas com mais de 60 anos, houve uma queda no número de casos nessa faixa etária. 

Casos de pessoas com imunização completa caiu, enquanto jovens são os mais afetados (Foto: Reprodução)
Casos de pessoas com imunização completa caiu, enquanto jovens são os mais afetados (Foto: Reprodução)

Ainda assim, o Chile vive o pior momento da pandemia de covid-19. Os casos de internação estão altos entre os grupos que ainda não receberam a vacina. Grande parte do país vive um lockdown, mas especialistas acreditam que rigor é baixo e, por isso, insuficiente.