CoronaVac, Pfizer e AstraZeneca: Chile divulga efetividade das vacinas contra covid usadas no país

·3 minuto de leitura
View of vials of the Pfizer-BioNTech vaccine against COVID-19 at a vaccination centre in Santiago, on July 12, 2021. (Photo by JAVIER TORRES / AFP) (Photo by JAVIER TORRES/AFP via Getty Images)
País estudou números de pessoas não vacinadas e vacinadas entre fevereiro e julho de 2021 (Foto: Javier Torres/AFP via Getty Images)
  • Estudo feito no Chile mostra efetividade de vacinas CoronaVac, Pfizer e AstraZeneca para prevenir casos sintomáticos, hospitalização, entrada na UTI e mortes por covid-19

  • Foram analisados dados de 15,4 milhões de pessoas, entre vacinados e não vacinados

  • Pfizer e AstraZeneca mostraram efetividade 100% contra mortes, enquanto índice da CoronaVac é de 86,68%

O Chile divulgou um estudo sobre a efetividade das vacinas contra covid-19 utilizadas no país. No estudo, foram analisadas as vacinas CoronaVac, Pfizer-BioNTech e AstraZeneca e a efetividade dos imunizantes contra casos sintomáticos, hospitalizações, entrada em unidades de terapia intensiva e morte.

Foram analisados dados de 15,4 milhões de pessoas, com mais de 16 anos, vacinadas ou não, inscritas no FONASA (Fundo Nacional de Saúde). As que foram imunizadas receberam a vacina entre fevereiro e julho de 2021. O Chile já tem 12,1 milhões de pessoas com a imunização completa, o que corresponde a 80% da população adulta do país e vê os números da pandemia caírem.

Leia também

Segundo o médico Rafael Araos, infectologista e um dos líderes do estudo, o objetivo é analisar a efetividade dos imunizantes em uma população, “um grupo de pessoas que é acompanhado por um tempo e que estão expostos à vacina ou não”, explicou. “Se ajudaram variáveis relevantes e se compararam a ocorrência de eventos nos grupos de acordo com a exposição.”

Os números de eficácia dizem respeito às pessoas que tomaram as duas doses da vacina há mais de 14 dias.

Veja os resultados da efetividade das vacinas:

CoronaVac:

O estudo foi feito com 8,6 milhões de pessoas, entre as quais 5,8 milhões já tinham recebido a segunda dose.

  • Efetividade para prevenir casos sintomáticos: 58,49%

  • Efetividade para prevenir hospitalização: 86,02%

  • Efetividade para prevenir entrada na UTI: 89,68%

  • Efetividade para prevenir morte: 86,68%

Resultados da vacina SinoVac no Chile (Foto: Reprodução/Ministério de Saúde do Chile)
Resultados da vacina SinoVac no Chile (Foto: Reprodução/Ministério de Saúde do Chile)

Pfizer:

O estudo foi feito com 4,1 milhões de pessoas, entre as quais 1,4 milhão já tinham recebido a segunda dose.

  • Efetividade para prevenir casos sintomáticos: 87,69%

  • Efetividade para prevenir hospitalização: 97,15%

  • Efetividade para prevenir entrada na UTI: 98,29%

  • Efetividade para prevenir morte: 100%

Resultados da vacina Pfizer no Chile (Foto: Reprodução/Ministério de Saúde do Chile)
Resultados da vacina Pfizer no Chile (Foto: Reprodução/Ministério de Saúde do Chile)

AstraZeneca:

O estudo foi feito com 2,3 milhões de pessoas, entre as quais 2,7 mil já tinham recebido a segunda dose.

  • Efetividade para prevenir casos sintomáticos: 68,68%

  • Efetividade para prevenir hospitalização: 100%

  • Efetividade para prevenir entrada na UTI: 100%

  • Efetividade para prevenir morte: 100%

Resultados da vacina AstraZeneca no Chile (Foto: Reprodução/Ministério de Saúde do Chile)
Resultados da vacina AstraZeneca no Chile (Foto: Reprodução/Ministério de Saúde do Chile)

Observações dos pesquisadores

Rafael Araos comentou sobre as três vacinas que figuram no estudo. Ele lembrou que a CoronaVac é a vacina que está em estudo a mais tempo e houve uma queda na efetividade de prevenção para casos sintomáticos, de 67% para 58,49%. “A discussão sobre uma dose de reforço é oportuna”, avaliou.

“A vacina continua mostrando índices importantes de efetividade contra o SARS-CoV-2 para casos de hospitalização, entrada na UTI e morte”, avaliou. Esses números não sofreram alterações ao longo do estudo.

A Pfizer, afirma o pesquisador, também mostra uma diminuição no índice de proteção contra casos sintomáticos ao longo do tempo, “mas se mantém estável em outras variáveis, com bons números para evitar a hospitalização, entrada na UTI e morte”.

Sobre a AstraZeneca, Araos lembra que a amostra é menor, dado o maior tempo de intervalo entre as doses, mas os resultados sobre a vacina devem se confirmar no futuro. O imunizante demonstrou 100% de efetividade para evitar hospitalizações, entradas na UTI e mortes.

“A sociedade pode estar tranquila com as opções de vacinas contra SARS-CoV-2 disponíveis no país, já que são efetivas em especial para prevenir hospitalizações, entrada na UTI e mortes por covid-19”, afirmou Rafael Araos.

Sobre a variante delta, o infectologista afirmou que ainda não é possível avaliar a efetividade das vacinas contra a cepa identificada originalmente na Índia. 

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos