CoronaVac tem eficácia de 78% contra a Covid-19 no Brasil

Redação Notícias
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Brazil's Sao Paulo state Health Secretary Jean Gorinchteyn holds a box of the 'CoronaVac' COVID-19 vaccine, developed by Sinovac Biotech as the plane carrying containers with 5,5 million doses arrives at Viracopos International Airport, in Campinas, Brazil December 24, 2020. REUTERS/Amanda Perobelli
Os estudos clínicos da vacina encabeçada pelo governo de João Doria (PSDB) estão sendo apresentados à Anvisa. (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)

A CoronaVac, vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceira com a empresa chinesa Sinovac Biotech, teve uma eficácia comprovada de 78% contra a Covid-19 nos testes de fase 3 realizados no Brasil.

Os estudos clínicos da vacina encabeçada pelo governo de João Doria (PSDB) estão sendo apresentados à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em reunião nesta quinta-feira (7) com membros do Butantan, que pedirão o registro emergencial do imunizante.

Os dados foram revisados na Áustria pelo Comitê Internacional Independente, que acompanha os ensaios realizados em São Paulo e em outros estados do país.

Os testes da CoronaVac no Brasil começaram em 20 de julho e envolveram 13 mil voluntários da área da Saúde em 8 estados. Os profissionais, divididos em um grupo que recebeu o imunizante e outro que recebeu um placebo, tiveram duas doses da CoronaVac aplicadas em um intervalo de 2 semanas.

Desses, cerca de 220 foram infectados pelo Sars-CoV-2.

Outro dado importante no estudo é de que a CoronaVac garantiu proteção total contra mortes nos voluntários vacinados que pegaram a Covid-19. Ou seja, dos voluntários que receberam as doses do imunizante e que mesmo assim desenvolveram a doença, nenhum morreu.

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O anúncio ocorre após três adiamentos da divulgação da eficácia da CoronaVac. A declaração oficial deve ocorrer em uma coletiva de imprensa, às 12h45, na sede do instituto, na zona oeste de São Paulo. O Butantan, que não comentou os números, deverá detalhar em entrevista coletiva nesta tarde quantos receberam vacina e quantos, o placebo salino.

O governo de São Paulo disse que divulgaria os dados preliminares da fase 3 em 15 de dezembro, mas na véspera mudou de tática porque a alta circulação do vírus no Brasil permitiu chegar a um patamar de voluntários infectados suficiente para fazer o estudo para pedir um registro definitivo.

A nova data para o estudo final seria 23 de dezembro, mas foi novamente adiada. O motivo: a Sinovac viu discrepâncias entre os resultados de eficácia no Brasil e na fase 3 que conduz em locais como Turquia e Indonésia.

Pessoas com acesso às conversas sugerem que a eficácia no exterior ficou algo acima da brasileira porque o estudo aqui foi feito com pessoas mais expostas, só profissionais de saúde, enquanto lá fora os grupos representavam a população em geral.

CORONAVAC NO PLANO NACIONAL DE IMUNIZAÇÃO

Em nota sobre a reunião que fará com o Butantan, divulgada nesta manhã, a Anvisa afirmou que deve se manifestar após o encontro. Há possibilidade de a agência divulgar em comunicado após a reunião sobre a eficácia da vacina apontada pelos estudos em Fase 3.

O Butantan já tem em solo brasileiro 10,8 milhões de doses da CoronaVac. A expectativa do instituto é chegar a 46 milhões de doses em janeiro e 100 milhões em maio.

Doria, que participará da coletiva desta quinta-feira, reiterou na véspera que a vacinação no Estado começará dia 25 de janeiro.

Também na véspera, durante pronunciamento em rede nacional de rádio e TV, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, citou a CoronaVac entre os imunizantes que estarão no Programa Nacional de Imunização e previu o início da vacinação para este mês.