Coronavírus: cidades do interior do Rio poderão afrouxar quarentena desde que mantenham barreiras sanitárias; restrições devem ser mantidas até o fim de abril

Luiz Ernesto Magalhães
Wilson Witzel

o governador do Rio, Wilson Witzel, vai permitir um afrouxamento da quarentena de alguns municípios do Noroeste e Norte do estado que não possuem contágio interno pelo coronavírus. A circulação, porém, só poderá acontecer dentro das cidades e as barreiras sanitárias serão mantidas. A decisão será de cada município de acordo com os seus recursos. Paty de Alferes e Vassouras, por exemplo, alegaram que não possuem condições de controlar o acesso de pessoas. Witzel voltou atrás da criação de um sistema de atendimento drive thru para todo o comércio. Os lojistas, no entanto, poderão fazer entrega domiciliar. A medida consta em um decreto publicado em edição extra do Diário Oficial, na noite de segunda-feira. Um outro decreto será publicado ainda nesta terça-feira. Witzel também informou que as restrições atuais, em vigor desde meados de março, devem ser prorrogadas até o final de abril.

– Essas cidades têm respiradores e leitos vagos. Estou conversando com todos os prefeitos. As pessoas não vão podervcircular de um município ao outro. Se surgirem casos voltam as restrições – disse Witzel.

Em relação à capital, o governador voltou a pedir à população que permaneça em casa nos casos possíveis. E criticou a aglomeração vista no fim de semana nos calçadões e ruas da cidade. Apesar de os números sugerirem uma tendência de achatamento da curva, o Rio ainda vai ter um período de crescimento de casos que pode saturar as redes hospitalares públicas e privadas. Witzel não descarta, em conversas com a Alerj, a aplicação de multas a quem desrespeitar o isolamento social.

Outros pontos críticos o estado são: Volta Redonda, Nova Iguaçu, Duque de Caxias e Petrópolis.

Ao lado do secretário estadual de Saúde, Edmar Santos, Witzel mostrou os números crescentes como justificativa para manter as restrições ou até mesmo endurecê-las. De acordo com os dados, as internações na rede pública estadual saltaram de 7% apara 23% em apenas três dias. 

–As pessoas precisam entender que têm de ficar em casa. Elas continuam nas ruas, nas praias, não na areia, mas no calçadão. Estamos no momento da de crescimento de internações. Ainda não estamos preparados para aumentar a circulação de pessoas nas ruas. Se isso acontecer teremos dificuldades de atender as pessoas na rede pública e privada. Faço um clamor à população que faça uma reflexão: todos poderão ser contaminados, o vírus não está escolhendo idade, pessoas com menos de 60 anos estão sendo internadas – afirmou o governador, lembrando que há problemas nas compras de testes e equipamentos hospitalares.