Coronavírus deixa turistas brasileiros presos na África do Sul

Passageiro usa máscara como medida preventiva contra o novo coronavírus, enquanto faz check-in no terminak internacional do aeroporto O.R. Tambo de Johanesburgo, 17 de março de 2020

Dezenas de turistas brasileiros na África do Sul não conseguem voltar ao país por causa do caos aéreo provocado pelo novo coronavírus e permanecem em hotéis de Johannesburgo, informou a embaixada brasileira nesta quarta-feira (25).

A companhia aérea Latam reduziu drasticamente seus voos a partir da África do Sul, em meio a uma grande desorganização mundial no transporte aéreo, provocado pela pandemia da Covid-19.

A Latam Airlines na África do Sul reduziu seus voos em 90%.

o embaixador brasileiro no país africano, Nedilson Jorge, explicou à AFP que muitos compatriotas conseguiram pegar um voo da Latam na terça-feira, mas "nem todos puderam embarcar, assim a Latam os deixou em hotéis, à espera do próximo voo".

"Estamos tentando saber o número exato de pessoas", acrescentou.

Segundo o consulado brasileiro, o número de turistas que tinham se registrado na embaixada antes do voo de terça era de 350.

Gustavo Carneiro, chefe do consulado, explicou que deste total não se sabe quantos conseguiram viajar e quantos foram obrigados a ficar.

"Pelo momento, parece que todo mundo tem um bilhete para o próximo voo", indicou.

Ao anunciar em comunicado a redução de suas operações em 16 de março, o CEO da Latam, Roberto Alvo, disse que o fechamento de fronteiras tornou "impossível" a operação de grande parte de sua rede.

Em um comunicado à AFP, a empresa acrescentou que devido a essa situação encerrou em 24 de março seu programa de repatriação, com saldo positivo de 10.000 passageiros de diferentes nacionalidades transportados em 59 voos especiais para seus países de origem.

De 19 a 24 de março, a Latam também operou outros 3.348 voos regulares, que transportaram 329.769 passageiros de volta para casa.

O próximo voo partindo de Johannesburgo está previsto a segunda-feira, 30 de março, quatro dias depois do confinamento total decretado pelo governo sul-africano, que será controlado pelo Exército.

A África do Sul tem mais de 700 casos confirmados do novo coronavírus.