Coronavírus: Erick Witzel, filho do governador, e Prefeitura do Rio entregam cestas básicas à casa que acolhe LGBTs

Bruno Calixto
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O chefe da Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual da Prefeitura do Rio (CEDS-RIO), Nélio Georgini, junto com o estudante de Direito Erick Witzel e a coordenadora da Casa Nem, Indianara Siqueira

Com trabalho humanitário de acolhimento aos LGBTs em situação de rua e vulnerabilidade social, a Casa Nem, um pequeno imóvel em Copacabana, Zona Sul, recebeu a doação de cestas básicas nesta quinta-feira (26). Setenta pessoas moram no prédio, sendo que duas delas estão em isolamento devido aos sintomas de infecção do novo coronavírus. Um outro morador foi levado de ambulância para o hospital com suspeita de covid-19.

A ação foi executada pelo chefe da Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual da Prefeitura do Rio (CEDS-RIO), Nélio Georgini, junto com o estudante de Direito Erick Witzel, filho do governador Wilson Witzel e assessor de empregabilidade da CEDS. Ambos usando luvas descartáveis e máscaras de proteção.

- Neste momento de crise, precisamos atentar para a população mais vulnerável - diz Erick. - Semanalmente, vamos acompanhar a necessidade de insumos na ocupação LGBT durante o período de isolamento social. Os Itens são os básicos da cesta brasileira, arroz, feijão, óleo, farinha, enlatados, produtos de limpeza e higiene. Disponibilizamos 80kg de alimentos - informa Erick, que, em paralelo, está participando de um outra ação de rua com travestis e transexuais profissionais do sexo, no Centro do Rio.

 

Símbolo de luta, resistência e poder, a Casa Nem é o lar de transexuais, travestis e transgêneros que encontram acolhimento, apoio e até uma nova família. Ali acontecem oficinas, debates, festas e shows. Junto com o Grupo "Transrevolução" (movimento social transgênero), o espaço vem promovendo uma campanha de doações para manter a sobrevivência desse grupo durante o período de isolamento social.

Nélio Georgini diz ainda que as doações vão seguir de acordo com a necessidade da Casa Nem.

- Enquanto servidores, não podemos nos dar ao luxo de ficar de braços cruzados. Vamos formar uma corrente de solidariedade ainda maior - afirma Georgini.