Coronavírus: Estado do Rio ultrapassa marca de mil óbitos e 11 mil casos

Segundo o boletim divulgado pela Secretaria estadual de Saúde neste domingo (03), o Rio já registra 1.019 mortes desde o início da pandemia e 11.139 confirmados de Covid-19.

A taxa de ocupação de leitos públicos reservados para o tratamento de Covid-19, causada pelo novo coronavírus, está em 92% na cidade do Rio de Janeiro. Segundo a secretaria municipal de saúde, fazem parte da conta as vagas nos sistemas municipal, estadual e federal, e já incluem os 119 novos leitos inaugurados na última sexta-feira (1), quando o hospital de campanha no Riocentro começou a funcionar. Com capacidade para receber 500 pacientes, no entanto, a unidade ainda vai permanecer ociosa por mais alguns dias, pois aguarda a chegada de equipamentos vindos da China.

Segundo a Prefeitura do Rio, também foram reabertos 30 dos 65 leitos que estavam fechados por necessidade de obras. A ampliação da rede também inclui outras 20 vagas no Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, já entregues. O planejamento é atingir a marca de 881  leitos dedicados ao novo coronavírus, sendo 301 de UTI. Atualmente, os números estão em 592  e 168, respectivamente. Além disso, a administração de Marcelo Crivella (PRB) também abriu edital para contratar vagas na rede privada.

A situação também é preocupante nas unidades de saúde gerenciadas pelo estado: todos os leitos destinados para a Covid estão ocupados, com exceção do Hospital Regional Zilda Arns, em Volta Redonda, (com taxas de ocupação de 85% na enfermaria e 86% na UTI) e do Hospital de Campanha Lagoa-Barra, onde há 54 pacientes internados. Desses, 42 estão recebendo cuidados intensivos. No resto da rede, a rotação de vagas acontece quando há altas, óbitos, e ainda reserva técnica para pacientes já internados e cujo quadro pode se agravar.

Considerando o número total de leitos hospitalares, no entanto, a taxa de ocupação é mais baixa: são 74% em enfermarias 84% em UTI. Ao todo, 2.352 pacientes estão internados na rede estadual. No total, em toda a rede pública, 369 suspeitos ou confirmados de coronavírus aguardam transferência para UTIs, que podem ser regulados para as diferentes redes, seja ela municipal, estadual ou federal.

O próximo hospital de campanha a ser inaugurado deverá ser o do Maracanã, que terá 400 leitos, 80 deles de UTI, nos próximos dias. Os demais 1.400 leitos em outros sete hospitais de campanha e uma estrutura modular serão inaugurados de forma gradativa no ao longo do mês de maio, de acordo com a evolução da pandemia.

Unidades destinadas Covid-19

Rio de Janeiro

Hospital de campanha Lagoa-Barra (65 leitos, inicialmente)

Hospital Estadual Anchieta (14 UTI e 61 enfermaria)

Hospital Universitário Pedro Ernesto (52 UTI e 48 enfermaria)

Instituto Estadual do Cérebro (44 UTI)

Instituto Estadual de Infectologia São Sebastião (7 UTI)

Niterói

Instituto Estadual do Tórax Ary Parreiras (10 UTI e 7 enfermaria)

Volta Redonda

Hospital Regional Zilda Arns (80 UTI e 149 enfermaria)

Vassouras

Hospital Universitário de Vassouras (50 UTI)

Além desses, a SES terá ainda 1.800 leitos de campanha na capital, Região Metropolitana e interior do estado, que serão disponibilizados de forma gradativa ao longo do mês de maio.

Os leitos de campanha serão distribuídos da seguinte maneira: 400 no Complexo do Maracanã, sendo 80 de UTI; 200 em São Gonçalo (no Clube Mauá), sendo 40 de UTI; 200 ao lado do Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, todos de UTI; 200 no Parque dos Atletas, em Jacarepaguá, sendo 50 de UTI; 100 em Campos dos Goytacazes, no Centro, sendo 20 de UTI; 100 ao lado do Hospital Regional Gélio Alves Faria, em Casimiro de Abreu, sendo 20 de UTI; e 100 em Nova Friburgo (no Ginásio Esportivo Frederico Sichel), sendo 20 de UTI. Além desses, 500 leitos serão construídos em Nova Iguaçu, sendo 200 numa unidade de campanha (40 deles de UTI) e outros 300 (120 de UTI) sobre uma estrutura modular, que ficará de legado para a população após a pandemia.

A SES esclarece que o planejamento dos hospitais de campanha foi baseado em análise técnica, além da viabilidade de localização, e que os pacientes serão encaminhados para essas unidades via Central Estadual de Regulação