Coronavírus: Europa já teme escassez de medicamentos

O GLOBO, com agências

BÉLGICA — Com o rápido avanço do coronavírus na Europa, autoridades de saúde da União Europeia manifestaram, nesta sexta-feira, preocupação com uma possível escassez de medicamentos. O temor é o de que a epidemia paralise a fabricação de remédios na China e na Índia, países que respondem por mais de um terço da produção de fármacos, como explicou o ministro da Saúde da República Tcheca, Adam Vojtech.

— Isso (já) é um problema e será um problema (ainda maior) no futuro. Um terço da produção de remédios está na China agora, e a Índia também parou de exportá-los. Dependemos desses países. A UE deveria trabalhar em um estratégia para o futuro de forma rápida, porque é (um problema) urgente — disse Vojtech, ao "Finantial Times".

O ministro da Saúde da Dinamarca, Magnus Heunicke, afirmou que o receio está mobilizando autoridades da área do país. Especialistas já estão trabalhando em conjunto com o restante do bloco para garantir que "teremos os remédios que precisarmos".

Segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças da União Europeia, 3.385 pessoas morreram em decorrência do novo coronavírus desde o início da epidemia global, grande parte na China (3.044). A doença surgiu na China no fim de dezembro na cidade de Wuhan, na província de Hubei, região central do país. O número de pessoas infectadas com o novo coronavírus no mundo ultrapassou a marca de 100 mil nesta sexta-feira, segundo um levantamento da agência Reuters.