Coronavírus faz confiança do consumidor atingir menor patamar em três anos, diz FGV

Consumo: confiança do consumidor está em queda

SÃO PAULO — O índice de confiança do consumidor do Brasil caiu ao menor nível em mais de três anos em março, já como consequência dos impactos provocados pelo coronavírus e apontando um cenário preocupante para os próximos meses.

Os dados divulgados nesta terça-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV) mostrou queda de 7,6 pontos no Índice de Confiança do Consumidor em março, para 80,2 pontos, patamar mais baixo desde janeiro de 2017.

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“A queda na confiança dos consumidores que já vinha ocorrendo nos dois meses anteriores aprofundou-se em março, sob influência da pandemia de coronavírus. Rio de Janeiro foi a capital que registrou a maior queda na confiança, enquanto os paulistas já perceberam a piora da situação atual, possivelmente em função do maior número de casos e por seu imenso parque fabril”, explicou a coordenadora da FGV Viviane Seda Bittencourt, fazendo um alerta.

“O cenário para os próximos meses é preocupante, com forte impacto econômico e social. Embora seja difícil imaginar alguma recuperação da confiança no horizonte visível, esperamos que o sucesso das medidas de isolamento para reduzir a disseminação do vírus possam ao menos conter parte do desânimo que virá com a queda do PIB e o aumento do desemprego”, disse.

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Em março, o Índice de Situação Atual (ISA) recuou 4,8 pontos, para 76,1 pontos, o menor nível desde julho de 2019. O Índice de Expectativas (IE) caiu 9,3 pontos para 83,9 pontos, mais baixo desde dezembro de 2016.

De acordo com a FGV, o aumento da incerteza gerado pela queda dos preços do petróleo e pelo avanço do coronavírus no Brasil contribuíram para o aumento do pessimismo em relação ao futuro da economia.

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Nesse cenário de economia mais difícil nos próximos meses, consumidores também preveem redução da oferta de empregos e uma piora da situação financeira das famílias.

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