Coronavírus: governo estadual avalia colocar bloqueio na Praça XV

Em entrevista ao telejornal RJ1, da TV Globo, o secretário estadual de Transportes, Delmo Pinho, disse que avalia colocar uma barreira na Praça XV, para impedir a superlotação das barcas. O objetivo é que pessoas que não sejam trabalhadores de categorias essenciais não circulem entre a capital e outras cidades, a fim de evitar a disseminação do coronavírus. Dessa forma, policiais militares passariam a conferir contracheques e crachás e evitar a circulação desnecessária de passageiros, como já tem sido feito na Estação das Barcas Araribóia.

A medida foi sugerida porque hoje, primeiro dia em que as novas regras para isolar a cidade do Rio passaram a valer, muitas pessoas foram para Niterói e adjacências, mas não conseguiram retornar através das barcas. Motoristas de aplicativo também estão proibidos de circular entre as cidades. O próprio app vai bloquear os pedidos.

Segundo a secretaria de transportes, a CCR Barcas está emitindo alertas sonoros para orientar a população sobre a mudança no tráfego, divulgando que não haverá retorno para quem não se encaixar nas condições de transeuntes permitidos.

Quem pode circular de transporte público?

Servidores públicos em serviço, inclusive aqueles relacionados às forças armadas, bombeiro militar, e agentes de segurança pública;Profissionais do setor de saúde em geral, inclusive individuais que prestem serviços de atendimento domiciliar, excetuando-se os serviços de natureza estética;Profissionais do setor de comércio relacionados aos gêneros alimentícios, tais quais mercados, supermercados, armazéns, hortifrútis, padarias e congêneres, farmácias drogarias e pet shops, revendedores de água e gás;Profissionais do setor de serviços tais quais transporte e logística em geral, como transportadoras, portos e aeroportos, motoristas de transporte público, correios, e congêneres, serviços de entregas, distribuidoras, fornecimento de catering, bufê e outros serviços de comida preparada, asseio e conservação, manutenção predial, empregados em edifícios e condomínios, vigilância e segurança privada, lavanderias hospitalares, veterinárias, funerárias, imprensa, serviços de telecomunicação e postos de gasolina;Profissionais do setor industrial que exerçam atividades nas indústrias de alimentos, bebidas, farmacêutica, material hospitalar, material médico, produtos de higiene, produtos de limpeza, ração animal, óleo e gás, serviços de apoio às operações offshore, refino, coleta de lixo, limpeza urbana e destinação de resíduos, distribuidoras de gás e energia elétrica e companhias de saneamento.

O trabalhador deverá mostrar algum documento que comprove sua atividade, como um contracheque ou crachá.