Coronavírus: Itália estuda vouchers para babás e licenças parentais para compensar escolas fechadas

ROMA — Depois de fechar escolas e universidades em todo o país em uma tentativa de frear a rápida disseminação do novo coronavírus no país, a Itália estuda medidas para atenuar o impacto da decisão na vida dos pais de crianças e adolescentes. Entre as propostas colocadas sobre a mesa, estão vouchers do governo para custear babás e licenças parentais extraordinárias no trabalho.

A ministra da Família, Elena Bonetti, declarou em uma entrevista à emissora italiana Rádio Capital que o governo de Giuseppe Conte avalia a possibilidade de fornecer cupons, mas a ideia precisa de avaliação por parte da equipe econômica. Além do custeio de babás, seriam concedidas licenças parentais "extraordinárias" para funcionários públicos e privados para que os pais acompanhem os filhos no período. Ainda não está claro, no entanto, como funcionariam as licenças.

— Estamos definindo uma regra (geral) que prevê a possibilidade de um dos pais se ausentar do trabalho para cuidar dos filhos menores — declarou, em outra ocasião, a vice-ministra da Família, Laura Castelli, citada pelo jornal Corriere della Sera.

A ministra pontuou que, a despeito da importância dos avós para a criação de crianças, é importante evitar o contato constante deles com netos. Idosos são considerados um grupo de risco da Covid-19 e constituem maioria entre as vítimas fatais no mundo. A Itália também determinou o fechamento de cinemas e teatros.

O fechamento das escolas e universidades deve perdurar até pelo menos 15 de março. A medida não é exclusividade da Itália. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que 290,5 milhões de crianças estão longe da escola em todo o mundo por conta da Covid-19.

Medidas similares foram adotadas na China, Japão, Coreia do Sul, França, Irã, Paquistão e outros países afetados pelo novo coronavírus. Nos Estados Unidos, escolas foram fechadas em diferentes cidades e distritos. No estado mais afetado, Washington, Seattle determinou que as instituições fechassem as portas.

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    No maior cemitério do Brasil, coveiros enfrentam o peso do coronavírus

    SÃO PAULO (Reuters) - Enquanto Oswaldo dos Santos assistia vários homens em trajes de proteção cavarem uma cova às pressas para seu filho de 36 anos, seu luto se misturava com o medo: E se ele tinha o coronavírus.Santos morava com seu filho até domingo, quando foi repentinamente hospitalizado com graves problemas respiratórios.

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    Lula e Doria esquecem diferenças e trocam afagos sobre crise do coronavírus

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Adversários históricos e ferrenhos, o ex-presidente Lula (PT) e o governador João Doria (PSDB) esqueceram as diferenças políticas e trocaram afagos em uma rede social em meio à crise do coronavírus. "Nossa obsessão agora tem que ser vencer o coronavírus. Chegamos ao ponto do Doria ter que mandar a PM invadir fábrica pra pegar máscara. A gente tem que reconhecer que quem tá fazendo o trabalho mais sério nessa crise são os governadores e os prefeitos", escreveu o petista em sua conta no Twitter. No último sábado, o governador recolheu 500 mil máscaras para profissionais de saúde da empresa 3M. Ele usou uma lei federal de fevereiro deste ano que tipifica uma série de medidas em emergências de saúde pública. A declaração de Lula foi uma crítica indireta ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que vem se opondo a governadores sobre as políticas a serem adotadas na crise. Doria respondeu ao ex-presidente: "Temos muitas diferenças. Mas agora não é hora de expor discordâncias. O vírus não escolhe ideologia nem partidos. O momento é de foco, serenidade e trabalho para ajudar a salvar o Brasil e os brasileiros". Também pela rede social, o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (Republicanos), filho do presidente, aproveitou para atacar o ex-presidente e o governador de São Paulo, que tem criticado publicamente o seu pai. "Ainda precisa desenhar? Eis as duas bandas que formam a bunda", escreveu. Outro filho do presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro escreveu que "o recado de Lula não é de união, é político: neste momento vale a pena PT estar junto do PSDB contra Bolsonaro". "Antigamente PT e PSDB se fingiam de opositores, o que era conhecido como estratégia das tesouras. Hoje eles não tem mais esse pudor." Apesar do aceno ao tucano, Lula ficou de fora de ação da esquerda desta semana. Nesta segunda (30), políticos da oposição —incluindo os ex-candidatos à presidência Fernando Haddad (PT) e Ciro Gomes (PDT)— assinaram carta que pede a renúncia de Bolsonaro. Lula não está entre os signatários. Trocar farpas era algo comum entre os dois. O tucano venceu as eleições de 2016, para a Prefeitura de São Paulo, na onda do antipetismo, e as de 2018, para governador, com o "Bolsodoria", fazendo referência ao hoje presidente Bolsonaro. Em 2018, quando disputou o segundo turno com Márcio França (PSB), Doria adotou a estratégia de associá-lo à extrema-esquerda. Em entrevista, referiu-se ironicamente a França como "Márcio Cuba", para depois se corrigir, e afirmou que o adversário idolatrava Lula. Em outro episódio, em maio de 2017, Lula chamou Doria de "almofadinha", que retrucou afirmando que o petista era covarde. "Um almofadinha, um coxinha, ganha as eleições de São Paulo se fazendo passar, junto ao povo mais humilde, de João Trabalhador. Se algum dia vocês encontrarem ele, perguntem se ele já teve, na vida, uma carteira profissional assinada, que você vai ver se ele foi ou não trabalhador", afirmou o petista, em um congresso do PT, fazendo referência ao apelido que Doria havia adotado para si mesmo no início do seu mandato como prefeito. Em vídeo, Doria respondeu: "Lula, você além de mentiroso, além de covarde, agora é um desinformado. Você falou da minha carteira de trabalho. Está aqui a minha carteira de trabalho. Eu, com 13 anos de idade, já trabalhava. Fazia o que poucas vezes você fez na sua vida. Eu trabalho, Lula. E trabalho honesto. Eu sou decente, diferente de você, Lula". Lula foi solto no início de novembro, beneficiado por um novo entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal) segundo o qual a prisão de condenados somente deve ocorrer após o fim de todos os recursos. O petista, porém, segue enquadrado na Lei da Ficha Limpa, impedido de disputar eleições. Ele permaneceu preso de 7 abril de 2018 a 08 de novembro de 2019 em uma cela especial da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. Lula foi condenado em primeira, segunda e terceira instâncias sob a acusação de aceitar reformas e a propriedade de um tríplex, em Guarujá, como propina paga pela empreiteira OAS em troca de contrato com a Petrobras, o que ele sempre negou. A pena do ex-presidente foi definida pelo Superior Tribunal de Justiça em 8 anos, 10 meses e 20 dias, mas o caso ainda tem recursos pendentes nessa instância e, depois, pode ser remetido para o STF. Nessa condenação, Lula já havia atingido em setembro a marca de um sexto de cumprimento da pena imposta pelo STJ. Por isso, mesmo antes da recente decisão do Supremo, ele já reunia condições para deixar o regime fechado de prisão. Ainda neste, o Supremo pode anular todo esse processo do tríplex, sob o argumento de que o juiz responsável pela condenação, o hoje ministro Sergio Moro, não tinha a imparcialidade necessária para julgar o petista. Não há data marcada para que esse pedido da defesa do ex-presidente seja analisado. Além do caso tríplex, Lula foi condenado em segunda instância a 17 anos e 1 mês de prisão por corrupção e lavagem no caso do sítio de Atibaia (SP). O ex-presidente ainda é réu em outros processos na Justiça Federal em São Paulo, Curitiba e Brasília.

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    Deputado Luiz Flávio Gomes morre aos 62 anos, em São Paulo

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O deputado federal Luiz Flávio Gomes (PSB-SP) morreu na madrugada desta quarta-feira (1º), aos 62 anos. Professor de direito penal, eleito para o Legislativo em 2018, passava por tratamento de uma leucemia mieloide aguda, segundo informou o Hospital Sírio Libanês. Gomes estava de licença do cargo de deputado para realizar o tratamento da doença, diagnosticada em setembro de 2019. O suplente Luiz Lauro Filho (PSDB-SP) assumirá sua vaga na Câmara. Ele chegou a realizar um transplante de medula no dia 14 de janeiro deste ano. No entanto, seu quadro piorou nos últimos dias. Gomes atuou como advogado, promotor de Justiça e juiz, além de ter sido policial civil e delegado, nos anos 1980, e ter publicado livros como "O Jogo Sujo da Corrupção". Em sua eleição como deputado federal, Gomes recebeu mais de 86 mil votos. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), manifestou pesar em nome da Casa. "Referência como professor de direito, área à qual se dedicou ao longo da vida, ele foi um visionário no ensino à distância. Nossos sentimentos à família e aos amigos", escreveu ele no Twitter. O líder da oposição na Câmara e seu correligionário Alessandro Molon (PSB-RJ) também lamentou a morte na rede. "Acordei com a triste notícia da partida do querido amigo e também deputado federal pelo PSB Luiz Flávio Gomes. Um bravo guerreiro, leal, alegre, leve, comprometido com nosso país e com nosso povo, de quem sentirei enormes saudades. Que sua família encontre conforto!", escreveu. Em nota, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) ofereceu "condolências e solidariedade aos familiares e amigos". "Aos 62 anos, Gomes deixa um currículo de destaque no direito. Ele se formou pela Faculdade de Direito de Araçatuba, tornou-se mestre em direito penal pela Universidade de São Paulo e doutor em direito penal pela Universidade Complutense de Madri. Lecionou direito penal e processo penal em vários cursos de pós-graduação. Também fundou a rede de ensino LFG, em 2003", afirma a nota. Antonio Ruiz Filho, ex-diretor da OAB-SP e do Instituto dos Advogados de São Paulo, também se pronunciou. "Mesmo ao ter algumas de suas ideias confrontadas, era um homem de diálogo, gentil, mas assertivo; defendia seus pontos de vista sempre com conhecimento de causa e veemência peculiar, não raras vezes, arrancando gargalhadas de plateias entusiasmadas pelas suas frenéticas exposições", afirmou Ruiz, que conta ter conhecido Gomes em uma audiência. "Fará muita falta ao mundo jurídico e ao Parlamento, que deixarão de contar com esse expoente cultor do direito, nessa quadra nacional de tantas incertezas e instabilidade política", conclui a nota.

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    Dino é um dos signatários do manifesto que pede a renúncia do presidente Jair Bolsonaro sob a acusação de ser "um presidente da República irresponsável", que agrava a crise do novo coronavírus

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    Obtido pela Reuters, o recurso de São Paulo foi apresentado ao ministro Alexandre de Moraes, que concedeu no dia 22 de março uma liminar permitindo que São Paulo parasse de pagar sua dívida junto à União. O ministro do STF determinou que esses recursos poupados pelo Estado fossem empregados no combate ao avanço do novo coronavírus.

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    Pandemia bate recordes nos EUA; Bebê morre

    A tragédia da pandemia de Covid-19 provocou a morte de um bebê de seis semanas nos Estados Unidos. O novo coronavírus ainda bateu recordes de mortes e infectados nesta quarta-feira no país. / TO COMPLETE VIDI1QB6BF_EN

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    Depois de família Bolsonaro, Twitter apaga postagens de Silas Malafaia

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O Twitter apagou sete postagens do pastor evangélico Silas Malafaia nesta quinta-feira (2). Nos tuítes, Malafaia colocava em questão a eficácia das quarentenas no combate ao novo coronavírus no Brasil e apoiava as críticas que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem feito às medidas restritivas impostas pelos governadores. Em meio à crise do novo coronavírus, a plataforma atualizou suas políticas e passou a apagar mensagens que possam aumentar o risco de as pessoas se contaminarem. No domingo (29), duas postagens de Jair Bolsonaro foram apagadas. Foi a primeira vez que a rede social apagou mensagens do presidente do Brasil. Procurado, o Twitter enviou seu posicionamento por meio de uma nota. "O Twitter anunciou recentemente em todo o mundo a expansão de suas regras para abranger conteúdos que forem eventualmente contra informações de saúde pública orientadas por fontes oficiais e possam colocar as pessoas em maior risco de transmitir COVID-19. O detalhamento da ampliação da nossa abordagem está disponível em nosso blog".

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    "Era a melhor pessoa do mundo. Ajudava a todos, sempre que podia. Não tinha vícios e vivia só pra família. Sem ele, não sei como vai ser", desabafou esposa

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    Ministério da Saúde diz que 1º caso de coronavírus no Brasil é, na verdade, de janeiro

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O Ministério da Saúde informou nesta quinta-feira (2) a identificação de um primeiro caso de coronavírus no Brasil ainda em janeiro deste ano. Até agora, a primeira confirmação tinha ocorrido no dia 26 de fevereiro. Segundo o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Wanderson Oliveira, o vírus já estava no Brasil em janeiro, um mês antes do que se pensava. A confirmação veio após investigação retrospectiva de casos. Ele não deu detalhes sobre onde foi localizado esse caso nem tampouco sobre o perfil da pessoa infectada, mas disse que se trata de um caso importado de outro país. "Tivemos, a partir de investigação retrospectiva, a identificação do primeiro caso confirmado. Ele é da semana epidemiológica 4, do dia 23 de janeiro", disse em entrevista coletiva nesta quinta-feira no Planalto. "Havia circulação inicial de casos já no final de janeiro de 2020, com caso importado, obviamente". "Esse caso agora está sendo mais investigado, mas o resultado laboratorial é PCR, não tenho dúvidas de que é um caso confirmado". Até então, o primeiro caso confirmado da doença era de um homem de 61 anos de São Paulo que havia viajado à Itália, país com uma das maiores concentrações de registros da doença. A confirmação desse caso foi feita pelo Ministério da Saúde no dia 26 de fevereiro. De acordo com Oliveira, a investigação retroativa também foi feita com o vírus da zika. "Inicialmente achávamos que os primeiros casos eram de abril de 2015; um ano depois, com investigação retrospectiva, identificamos que havia casos em banco de sangue na região amazônica desde abril de 2014."

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