Coronavírus já infectou quase 50 na cúpula da política

RANIER BRAGON
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Next to Brazil's Lower House Speaker Rodrigo Maia (left) and the President of the Senate Davi Alcolumbre (right), Brazil's President Jair Bolsonaro reacts during the Emergency Aid Extension ceremony at the Planalto Palace in Brasília, Brazil, on June 30, 2020. The Emergency Aid is a financial benefit granted by the Federal Government to workers and unemployed people affected by the Coronavirus (COVID-19) pandemic. (Photo by Andre Borges/NurPhoto via Getty Images)
Bolsonaro e Alcolumbre [à direita] já pegaram a doença (Foto: Getty Images)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Ao menos 7% das pessoas que ocupam os principais cargos políticos do país já foram contaminadas com o novo coronavírus.

Além do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), 65, que anunciou na terça-feira (7) estar com a doença, o coronavírus já infectou dois ministros de Estado, 8 dos 27 governadores, cinco prefeitos de capital e pelo menos 31 dos 594 deputados federais e senadores.

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Até o momento, a maioria desses 47 políticos afirma já ter se curado. Não houve mortes no grupo.

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Entre os pelo menos 23 que se infectaram na Câmara, está o deputado federal Christino Aureo (PP-RJ), que anunciou o resultado positivo em 24 de junho, nas redes sociais. Dois dias depois, também na internet, registrou a morte do pai, vítima do novo coronavírus.

"Amigas e amigos, comunico que, apesar de toda a luta, hoje meu pai fez a sua passagem. Tenho convivido ao longo da minha vida com muitas pessoas e aprendido com elas, mas foi com meu pai que aprendi as bases de tudo o que eu sou", escreveu o deputado.

Outro, o deputado Sóstenes Cavalcanti (DEM-RJ), negacionista das teses mais consensuais da ciência relativas à doença, diz que chegou a pensar em gravar um vídeo de despedida da família, conforme relatou a coluna Painel.

Um dos mais recentes a anunciar ter contraído a doença, o deputado Wladimir Garotinho (PSD-RJ), que é jovem (tem 35 anos), foi um dos que comentaram o anúncio feito por Bolsonaro na terça.

"Como sabem, superei a Covid-19. Mesmo com sintomas moderados, foi difícil suportar as dores e o isolamento total. Não deseje esse mal a ninguém. Por mais que ele tenha zombado da doença, talvez agora repense atitudes. Deus abençoe o chefe do poder em exercício no Brasil."

No Senado, oito parlamentares tiveram a confirmação da Covid-19, entre eles o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), 43, um dos primeiros a se contagiar. Ele já está recuperado.

Dos governadores, o mais recente a anunciar teste positivo foi o de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL), 52, no dia 1º de julho.

Entre os prefeitos de capital, os tucanos Bruno Covas (São Paulo), 40, e Arthur Virgílio Neto (Manaus), 74, estão entre os que foram infectados.

Responsável por uma das cidades mais afetadas no país pela Covid, Virgílio foi transferido na segunda-feira (6) para o hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, após seis dias de internação.

Em vídeo divulgado em um leito do hospital paulistano, na noite de terça, o tucano disse que a fase pior já passou. "Agora é ter paciência, fazer fisioterapia, tomar os remédios adequados e voltar para a luta, que é o que desejo."

Até agora, dois deputados estaduais morreram vítimas da Covid-19: Gil Vianna (PSL-RJ), 54, no dia 19 de maio, e José Gentil (Republicanos-MA), 80, em 15 de junho.

Alguns prefeitos de cidades do interior também morreram, entre eles dois de São Paulo: Rodrigo Aparecido Santana Rodrigues (DEM), 35, de Santo Antônio do Aracanguá, no dia 26, e Antônio Carlos Vaca (PSDB), 73, de Borebi, no dia 20.

Nesta quarta-feira (8) morreu, também em decorrência da Covid-19, o prefeito de Santana do Ipanema (AL), Isnaldo Bulhões (MDB), 78.

Não há, por ora, registro público de que algum dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal tenha contraído o novo coronavírus.


Veja a seguir lista de políticos infectados.

Executivo federal

Jair Bolsonaro, presidente da República

Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional

Bento Albuquerque, ministro das Minas e Energia


Governadores

Wilson Witzel (PSC-RJ)

Helder Barbalho (MDB-PA)

Renan Filho (MDB-AL)

Paulo Câmara (PSB-PE)

Antonio Denarium (PSL-RR)

Renato Casagrande (PSB-ES)

Carlos Moisés (PSL-SC)

Mauro Mendes (DEM-MT)


Prefeitos de capital

Roberto Cláudio (PDT), de Fortaleza

Edvaldo Nogueira (PDT), de Aracaju

Arthur Virgílio Neto (PSDB), de Manaus

Bruno Covas (PSDB), de São Paulo

Firmino Filho (PSDB), de Teresina

Senadores

Davi Alcolumbre (DEM-AP), Nelsinho Trad (PSD-MS), Prisco Bezerra (PDT-CE), Mara Gabrilli (PSDB-SP), Rogério Carvalho (PT-SE), Carlos Fávaro (PSD-MT), Jayme Campos (DEM-MT)


Deputados federais

Roberto Pessoa (PSDB-CE), Silas Câmara (Republicanos-AM), Ricardo Barros (PP-PR), Marx Beltrão (PSD-AL), Luiz Lima (PSL-RJ), Daniel Freitas (PSL-SC), Aluisio Mendes (Pode-MA), Misael Varela (PSD-MG), Luís Tibé (Avante-MG), Pastor Eurico (Patriota-PE), Cezinha de Madureira (PSD-SP), General Girão (PSL-RN), José Priante (MDB-PA), Elcione Barbalho (MDB-PA), Diego Andrade (PSD-MG), Daniel Silveira (PSL-RJ), Sóstenes Cavalcanti (DEM-RJ), Junior Bozzella (PSL-SP), Marcio Marinho (Republicanos-BA), Wladimir Garotinho (PSD-RJ), Fabio Reis (MDB-SE), Evandro Roman (Patriota-PR) e Christino Aureo (PP-RJ)

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