Coronavírus: mais de cem médicos são transferidos de grandes unidades para hospital de campanha do Riocentro

Felipe Grinberg

RIO - A escalada da Covid-19 tem exposto a dificuldade da prefeitura de contratar profissionais de saúde. Na tentativa de superar o problema, o governo municipal decidiu transferir 109 médicos de suas unidades para conseguir abrir mais vagas no seu único hospital de campanha, no Riocentro. De acordo com a medida publicada ontem no Diário Oficial, esses concursados terão que cumprir metade da carga horária de 24 horas semanais na nova instalação. O Riocentro foi inaugurado na sexta-feira com apenas parte dos 500 leitos previstos. Ontem, havia 138 pacientes internados.

A abertura de novas vagas é crucial para salvar as vidas de doentes em estado grave. Ontem, 315 pessoas com sintomas da Covid-19 estavam na fila por uma vaga em CTI. Para o Riocentro, a empresa pública Rio Saúde tinha aberto vagas para 500 médicos, mas só 126 tinham se apresentado até semana passada. Além da falta de equipes, a prefeitura enfrenta ainda problemas para receber os respiradores que foram comprados da China. São 300 equipamentos que só devem chegar na próxima semana.

Os médicos convocados vão sair de grandes hospitais de emergência da prefeitura: Lourenço Jorge, na Barra; Souza Aguiar, no Centro; Salgado Filho, no Méier; e Miguel Couto, na Gávea. O presidente do Sindicato dos Médicos do Rio, Alexandre Telles, criticou a estratégia da prefeitura. Segundo ele, os hospitais municipais já sofrem com equipes desfalcadas. Para Telles, os médicos que permanecerem nas unidades vão ficar sobrecarregados:

— Em nenhum hospital da administração direta, sobram médicos. Estamos cobrindo um lugar para descobrir outro. Temos que juntar todos os esforços por causa da pandemia, mas continuamos tendo outros pacientes, como os cardíacos.

Transferência obrigatória

Sem se identificar, um dos médicos transferidos contou ao GLOBO que não foi consultado sobre a mudança. Ele disse que faz parte do grupo de risco da doença, assim como outros que foram atingidos pela medida da prefeitura:

— Não foi uma escolha. Os médicos foram convocados de forma aleatória. Não consultaram se havia interesse ou até condições físicas para fazer esse tipo de atendimento — afirmou.

No Lourenço Jorge, que fica a menos de cinco quilômetros do Riocentro, por exemplo, há 27 leitos fechados por falta de técnicos de enfermagem. Desses, nove ficam em unidade de média complexidade, que poderiam ser transformados em leitos de CTI, caso recebessem respiradores.

Em nota, a prefeitura explicou que os médicos transferidos estavam com a carga de trabalho reduzida devido à suspensão de cirurgias eletivas e à redução dos casos de traumas — o número de acidentes de trânsito caiu durante a pandemia. Destacou ainda que a medida é provisória e que “a principal missão do médico é salvar vidas”. O texto afirma que a direção dos hospitais não está incluindo na lista profissionais com mais de 60 anos ou com doenças preexistentes.

  • Nova morte de médico por covid-19 em Wuhan causa indignação na China
    Saúde
    BBC News Brasil

    Nova morte de médico por covid-19 em Wuhan causa indignação na China

    Hu Weifeng foi infectado em janeiro e lutou contra o novo coronavírus por quatro meses.

  • Bolsonaro diz que 'acertou' com Guedes mais duas parcelas do auxílio emergencial, mas valor deve ser inferior a R$ 600
    Notícias
    Yahoo Notícias

    Bolsonaro diz que 'acertou' com Guedes mais duas parcelas do auxílio emergencial, mas valor deve ser inferior a R$ 600

    Auxílio é uma forma de tentar minimizar a crise social gerada pela pandemia do novo coronavírus

  • 'É o caso de revogar', diz Salles sobre despacho que regularizava invasões na mata atlântica
    Política
    Folhapress

    'É o caso de revogar', diz Salles sobre despacho que regularizava invasões na mata atlântica

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, assinou nesta quarta-feira (3) a revogação de despacho que regularizava invasões até 2008 na mata atlântica. A iniciativa, que era vinculada a parecer da AGU (Advocacia-Geral da União) e aplicava o Código Florestal, permitia, na prática, que fossem cancelados autos de infração ambientais. Em entrevista à Folha, o ministro disse que invalidou o despacho e que o governo decidiu ingressar com uma ADC (Ação Direta de Constitucionalidade) no STF (Supremo Tribunal Federal), tentando assim evitar questionamentos jurídicos. Nas últimas semanas, a decisão foi contestada por entidades ambientais e o Ministério Público Federal solicitou inclusive a sua anulação. Na conversa com a Folha, o ministro reconheceu a dificuldade em reduzir o desmatamento da floresta amazônica neste ano, mas disse acreditar que a perspectiva é positiva para 2021. Ele minimizou licitação de R$ 1 milhão para a locação de carros blindados. "Todos os ministérios têm carro blindado. Um ministro de Estado andar de carro blindado é um caso de marajá?", questionou. * PERGUNTA - Após anos seguidos de aumento do desmatamento no país, o que justifica a publicação de um despacho que anistia proprietários rurais que invadiram e destruíram a mata atlântica? RICARDO SALLES - Neste caso, não se trata de anistiar quem desmatou. Trata-se de um conflito jurídico. Nós criamos no Brasil o Código Florestal, que foi a pacificação de uma série de conflitos e significou um caminho de segurança jurídica. A Lei da Mata Atlântica é de 2006 e o Código Florestal é de 2012. O Código Florestal dá um tratamento específico às chamadas áreas consolidadas, que já estavam ocupadas anteriormente à norma. Em 2017, o então ministro do Meio Ambiente, Zeca Sarney, mudou o entendimento da pasta e passou a não mais aplicar o Código Florestal ao bioma mata atlântica, em desacordo com o entendimento anterior. A AGU [Advocacia-Geral da União] reformulou sua posição para reafirmar que o Código Florestal é, sim, aplicável à mata atlântica. E a posição jurídica da AGU é, para nós, vinculativa. O que fizemos aqui: apenas um despacho que reconhece a validade do parecer. Não cria nada novo, só restabelece o que vigorou de 2012 a 2017. P - Mas essa posição tem gerado uma série de contestações judiciais. RS - Sim, esse parecer gerou uma série de contestações judiciais em vários estados. E a AGU está entendendo por bem ingressar com uma medida judicial específica para deixar claro se o Código Florestal deve ou não ser aplicado na Lei da Mata Atlântica e qual é o marco temporal, qual a data a partir da qual essa aplicação se dará. Então, diante dessa novidade, nós entendemos aqui no Ministério do Meio Ambiente que é o caso de revogar o despacho e deixar que a ação seja julgada na forma que será proposta. P - O que será especificamente esse pedido da AGU? RS - O pedido é para que se esclareça judicialmente se se aplica ou não se aplica o Código Florestal ao bioma da Mata Atlântica. O parecer da AGU mostra que eles entendem que se aplica, mas eles querem uma manifestação judicial e constitucional. Por isso que a AGU ingressará com a medida no STF. Eu assinei nesta quarta-feira (3) a revogação do despacho. Uma vez decidido pelo Supremo, esse assunto estará pacificado. P - A decisão tem relação com o pedido feito pelo Ministério Público Federal para que o despacho seja anulado? RS - O que aconteceu: várias ações foram ajuizadas em vários estados. E isso criou para os órgãos ambientais, tanto os estaduais como os federais, uma insegurança jurídica muito grande. Como ainda não teve nenhum efeito prático a decisão do parecer, já que nenhuma multa foi anistiada e nenhum processo foi cancelado, entendemos que, antes que essa insegurança jurídica cause prejuízos concretos à sociedade, é conveniente o ajuizamento de uma ação. Como é a própria AGU que havia feito o parecer, cabe a nós seguir e, por isso, revogo o despacho. P - O parecer foi feito após pressão da CNA (Confederação Nacional da Agricultura). O sr. espera uma reação negativa do setor do agronegócio? RS - Eles entenderam em todos os estados que têm o bioma da mata atlântica que essa judicialização está prejudicando muito. Então, eu tenho a impressão de que o setor vai entender e vai concordar com a estratégia da AGU agora de ingressar com medida judicial para acabar com a insegurança jurídica. P - Neste ano, por causa do coronavírus, a maioria dos países deve reduzir a emissão de gases do efeito estufa. Em sentido oposto, o Brasil deve aumentar. Por que o governo tem tanta dificuldade em reduzir a emissão? RS - Na verdade, a nossa contribuição para o volume total de gás de efeito estufa no mundo é de menos de 3%. Então, ainda que o mundo reduza, eles é que são responsáveis pelos 97% de emissões. Eles podem reduzir à vontade que continuam sendo os culpados, não somos nós. O nosso aumento de gases, dentro do limite de 3%, se dá por causa de uma condição brasileira, que são as queimadas que ocorrem em nossos diferentes biomas e períodos sazonais. Então, vai ter queimada, como todo ano tem, e eventualmente esse aumento é o que impacta. A gente não pode entender que o mundo deixou de ser o vilão da emissão e passamos a ser nós os vilões. Isso não é verdade. P - Haverá neste ano queda do desmatamento da floresta amazônica em comparação ao ano passado? RS - Não. O que estamos fazendo, e o vice-presidente, Hamilton Mourão, é quem está à frente desse esforço, é combater a atividade ilegal com as forças federais. Justamente porque, no ano passado e neste ano, nós pudemos contar muito menos com o apoio das forças estaduais, o que torna muito mais relevante o emprego das Forças Armadas. Eu acho que, a partir da medição do ano que vem, é possível [reduzir], como resultado do Conselho da Amazônia. P - Até quando as Forças Armadas devem atuar na proteção da floresta amazônica? RS - Essa é uma decisão que cabe ao presidente, não posso dizer. Mas é necessário que elas atuem o tempo que durar o período seco. Tem orçamento para isso. P - Mesmo com um aumento de queimadas no país, por que caíram os gastos em atividades de inspeção florestal realizadas pelo Ibama? RS - Não caíram. Isso é um erro. As pessoas estão repetindo isso, e não é verdade. O que aconteceu: os cortes orçamentários pegaram todos os ministérios. Eles variaram de 12% a 70%. Teve ministério que teve redução orçamentária de 70%. O Meio Ambiente foi um dos menores, teve 20%. Então, está longe de ser um dos que tiveram maior corte. E tivemos a repatriação de recursos da Petrobras. Do total, R$ 430 milhões foram metade para o Meio Ambiente e a outra metade para a Agricultura. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, decidiu que essa verba deveria ser executada pelos estados da Amazônia. E ficou acordado que R$ 50 milhões ficariam no ministério. Nós colocamos esse recurso integralmente na fiscalização do Ibama. Então, na verdade, tivemos um superávit. P - O sr. se sentiu escanteado por ter sido retirado pelo vice-presidente, Hamilton Mourão, da presidência do comitê orientador do Fundo Amazônia? RS - Fui eu quem sugeri. P - Mas mudar no meio do caminho o articulador do acordo não prejudica as negociações com Alemanha e Noruega? RS - Não prejudica. Eu tive todo o desgaste de apontar os erros e colocar um freio naquilo que estava errado. E isso desgasta o relacionamento. O que eu falei para o Mourão: "Vice-presidente, o senhor entra fresquinho nessa conversa, não teve nenhum desgaste. Recebe o alemão e o norueguês como se nada tivesse acontecido". P - Então, acha que a imagem que o sr. criou no exterior pode ter prejudicado? RS - Não é imagem. Eu tive de fazer o trabalho duro. O trabalho difícil de dizer "não" alguém tem de fazer. É fácil dizer, depois que alguém já fez todo o trabalho duro, que é o cara da conciliação. Eu fui há duas semanas à Vice-Presidência, em uma reunião sobre o fundo. A proposta que o Mourão apresentou aos embaixadores é minha. Exatamente minha. Só que eu sugeri: 'Vice-presidente, pega a minha proposta e, lá embaixo, tira Ricardo Salles na assinatura e coloca Hamilton Mourão, que vai ser mas fácil'. P - Quando deve sair o acordo? RS - Eu acho que está avançando. P - Em um momento no qual o país enfrenta uma crise econômica, por que foi feita uma licitação de R$ 1 milhão para a locação de carros blindados? RS - Todos os ministérios têm carro blindado. Aqui também tinha. Venceu o contrato antigo e nós fizemos um novo. Um ministro de Estado andar de carro blindado é um caso de marajá? P - Mas o que justifica? RS - Todos os ministros andam de carro blindado. Eu sou ministro de Estado. Todo mundo sabe quem eu sou. Hoje eu fui caminhar na praça e reconheceram.

  • Gretchen rebate críticas por 18º casamento: 'Tem gente que fica com 18 numa noite'
    Estilo de vida
    Extra

    Gretchen rebate críticas por 18º casamento: 'Tem gente que fica com 18 numa noite'

    Prestes a se casar pela 18ª vez, Gretchen falou das críticas que vem recebendo por ter ficado noiva...

  • Entregador de aplicativo que ficou sob mira de fuzil recebeu ofertas de cinco bicicletas, mas continua a pé
    Notícias
    O Globo

    Entregador de aplicativo que ficou sob mira de fuzil recebeu ofertas de cinco bicicletas, mas continua a pé

    Jorge Hudson aceitou a primeira bicicleta, mas resolveu doá-la a um amigo desempregado: "Ele estava em uma situação pior que eu"

  • Futuro secretário da Saúde diz que estudos respaldam cloroquina, mas não cita quais
    Saúde
    Extra

    Futuro secretário da Saúde diz que estudos respaldam cloroquina, mas não cita quais

    Carlos Wizard defendeu que "estudos científicos internacionais comprovam a eficácia do uso precoce dessas substâncias", sem mencionar a quais pesquisas se refere

  • Bolsonaro: quem são os verdadeiros terroristas?
    Política
    Yahoo Notícias

    Bolsonaro: quem são os verdadeiros terroristas?

    Até as manifestações de domingo, tudo era permitido. Até ameaçar cobrir ministro do STF de porrada

  • Suspeito de agredir médica no Grajaú, PM do Batalhão de Choque presta depoimento sobre o caso
    Notícias
    O Globo

    Suspeito de agredir médica no Grajaú, PM do Batalhão de Choque presta depoimento sobre o caso

    O sargento Luiz Eduardo dos Santos Salgueiro foi ouvido pelas polícias Militar e Civil

  • Ex do namorado da mãe de Neymar relembra surto do modelo: 'Cortou a mão socando mesa de vidro e tentou se matar'
    Notícias
    Extra

    Ex do namorado da mãe de Neymar relembra surto do modelo: 'Cortou a mão socando mesa de vidro e tentou se matar'

    A notícia da briga feia que Nadine Gonçalves, mãe de Neymar, teve com o namorado Tiago Ramos na...

  • Elenco de 'Glee' diz que Lea Michele fazia dos bastidores da série um 'inferno'
    Entretenimento
    HuffPost Brasil

    Elenco de 'Glee' diz que Lea Michele fazia dos bastidores da série um 'inferno'

    Confirmando (mais uma vez) que Glee e a serie mais amaldiçoada de todos ostempos, membros do elenco usaram as redes sociais para acusar a atriz LeaMichele, que interpretava a personagem Rachel Berry, de transformar o set defilmagens em um "verdadeiro inferno".

  • Sergio Camargo assume perseguição a religiões de matriz africana: ‘macumbeiro não vai ter um centavo’
    Notícias
    Yahoo Notícias

    Sergio Camargo assume perseguição a religiões de matriz africana: ‘macumbeiro não vai ter um centavo’

    Em reunião fechada, presidente da Fundação Cultural Palmares dispara ataques que contrariam as diretrizes do órgão; Mãe Baiana, chamada de “macumbeira” e “miserável” por Camargo, o denunciará

  • Uma nova pista
    Notícias
    AFP

    Uma nova pista

    A polícia alemã anunciou nesta quarta-feira (3) que investiga um novo suspeito no desaparecimento da menina britânica Madeleine McCann em Portugal, em 2007. Trata-se de um caso que chocou a opinião pública europeia.

  • Temor sob Bolsonaro faz surgir grupo de WhatsApp com Kim, Joice, Freixo, Molon e Tabata
    Política
    Folhapress

    Temor sob Bolsonaro faz surgir grupo de WhatsApp com Kim, Joice, Freixo, Molon e Tabata

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Quem imaginaria, há algum tempo, um grupo que unisse o conservador MBL (Movimento Brasil Livre) ao esquerdista PSOL? O ex-líder da oposição ao ex-líder do governo? Pois Jair Bolsonaro conseguiu esse feito. Em meio à escalada da retórica autoritária por parte do Palácio do Planalto, o deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP), um dos líderes do MBL, criou um grupo de WhatsApp com colegas congressistas denominado "Democráticos". Ele conta hoje com algumas dezenas de deputados, entre eles Joice Hasselmann (PSL-SP), ex-líder do governo no Congresso, Marcelo Freixo (RJ), um dos principais nomes do esquerdista PSOL, Alessandro Molon (PSB-RJ), ex-líder da oposição, e Tabata Amaral (PDT-SP), uma das expoentes da nova esquerda. Assim como os bolsonaristas, o PT não foi convidado. E o que vem sendo discutido por essa união de rivais? De acordo com congressistas ouvidos pela reportagem, a necessidade de se contrapor à ameaça de que seja instalada novamente uma ditadura no país. "Esse grupo é importante porque reúne pessoas que realmente estão preocupadas com a manutenção do Estado democrático de direito, com a manutenção das instituições e da própria democracia no Brasil, que é justamente o que vem sendo fortemente atacada pelo presidente Jair Bolsonaro", afirma Joice, que foi uma das principais aliadas do presidente, sendo sua líder no Congresso. Hoje ela está rompida. "As declarações são muito claras, a intenção do presidente da República é, de fato, partir para uma ruptura da democracia, uma ruptura institucional. Esse grupo reúne parlamentares das mais diversas frentes que realmente estão preocupados com o momento que o Brasil está passando e que entendem que é preciso uma união de todos", acrescenta a deputada, afirmando que Bolsonaro "sonha dia e noite com um golpe". "Não é um desejo que vem de agora, é um desejo que vem de muito tempo, e ele flerta com essa possibilidade desde o início do mandato." Líder da bancada do PSB, o esquerdista Molon manifesta pensamento similar. "Há um sentimento de urgência, de evitar que um regime autoritário seja implantado no Brasil. Independentemente das divergências ideológicas, que muitas vezes são numerosas e profundas, o risco da implantação de um regime autoritário no Brasil impõe a necessidade de evitar isso a todo custo, até para proteger que essas divergências possam ser manifestadas livremente." De acordo com outros integrantes do grupo, que preferiram falar sob condição de anonimato, o objetivo também é se contrapor ao centrão, não só a bolsonaristas e a petistas -que, sob a liderança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem relutado em participar de movimentos suprapartidários de oposição. O grupo de siglas médias da Câmara, com cerca de 200 das 513 cadeiras, se aliou a Bolsonaro, em sua maioria, após receber do presidente cargos de comando na estrutura federal e verbas para suas emendas parlamentares -tudo aquilo que Bolsonaro negou, na campanha, que faria. Segundo integrantes do grupo de WhatsApp, alguns congressistas do PT querem aderir, mas o partido não foi convidado porque, além de estar com "o filme queimado", há a própria resistência de Lula a embarcar em um movimento que não seja encabeçado pelo partido. Em reunião do PT na segunda-feira (1º), o ex-presidente criticou os manifestos suprapartidários em defesa da democracia surgidos nos últimos dias sob o argumento de que os documentos articulados pela sociedade civil desconsideram os direitos dos trabalhadores. Para ele, o PT não pode embarcar no primeiro ônibus que passa nem ser "Maria vai com as outras". A reportagem não conseguiu falar, na noite desta terça-feira (2), com Kim Kataguiri. O MBL se distanciou de Bolsonaro e hoje é um dos alvos dos apoiadores do presidente. Tabata não quis se manifestar.

  • Coreia do Norte ameaça romper acordo militar com o Sul
    Política
    AFP

    Coreia do Norte ameaça romper acordo militar com o Sul

    A Coreia do Norte ameaçou nesta quinta-feira (4) romper o acordo militar com a Coreia do Sul e fechar o escritório de ligação entre os países, caso Seul não impeça que os ativistas enviem panfletos para o outro lado da fronteira.

  • Moro critica equipe de Aras por reabrir negociação para delação de advogado
    Notícias
    Folhapress

    Moro critica equipe de Aras por reabrir negociação para delação de advogado

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ex-ministro da Justiça Sergio Moro reagiu nesta quinta-feira (3) à informação sobre a reabertura das negociações da delação do advogado Rodrigo Tacla Duran com a PGR (Procuradoria-Geral da República). Tacla foi operador da Odebrecht entre 2011 e 2016 e, em entrevista à Folha de S.Paulo em 2017, acusou o advogado trabalhista Carlos Zucolotto Junior, amigo e padrinho de casamento do ex-ministro, de intermediar negociações paralelas dele com a força-tarefa da Operação Lava Jato. Na época Moro era o juiz titular da 13ª Vara de Curitiba e conduzia as ações da Lava Jato. Em nota, o ex-ministro afirmou que as acusações contra Zucolotto, a quem chama de "amigo pessoal", já foram investigados pela PGR e arquivadas em setembro de 2018. "Na ocasião, o relato não verdadeiro prestado por acusado foragido do país teve o destino apropriado: o arquivamento", afirmou Moro. Ainda na nota, o ex-ministro diz que "ninguém está acima da lei" e que está disposto a prestar qualquer tipo de esclarecimento, mas associou a retomada das negociações entre a PGR e o advogado com a sua saída do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A retomada da negociação foi publicada nesta quarta (3) pelo jornal O Globo. Procurada, a PGR informou que não vai comentar. O órgão é comandado atualmente por Augusto Aras, nomeado por Bolsonaro no ano passado fora da lista tríplice da categoria e que vem sendo questionado por posicionamentos alinhados ao presidente. O resgate da apuração, que havia sido arquivada em 2018, foi considerado pelo ex-juiz como uma forma de Aras tentar atingi-lo e satisfazer Bolsonaro, com quem Moro está rompido após deixar o governo acusando o presidente de tentar interferir politicamente na Polícia Federal. "Causa-me perplexidade e indignação que tal investigação, baseada em relato inverídico de suposto lavador profissional de dinheiro, e que já havia sido arquivada em 2018, tenha sido retomada e a ela dado seguimento pela atual gestão da Procuradoria-Geral da República logo após a minha saída", diz a nota de Moro. A relação entre Moro e Zucolloto foi usada pelo PT para buscar desqualificar a atuação do ex-ministro quando atuava na Lava Jato. A mulher de Moro, Rosangela, já foi sócia do escritório de Zucolotto. O advogado foi também defensor do ex-procurador da Lava Jato Carlos Fernando dos Santos Lima em ação trabalhista. "Lamento, outrossim, que mais uma vez o nome de um amigo seja utilizado indevidamente para atacar a mim e o trabalho feito na Operação Lava Jato, uma das maiores ações anticorrupção já realizadas no Brasil", afirma o ex-ministro. A força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba divulgou nota afirmando que Tacla Duran é foragido e tentou "induzir em erro autoridades no Brasil e no exterior para alcançar impunidade". "Há diferentes linhas de investigação em curso relacionadas a Rodrigo Tacla Duran, algumas das quais já conduziram a quatro ações penais a que responde no Brasil, por lavagem de dinheiro de centenas de milhões de reais, amparadas em provas como extratos de contas no Brasil e no exterior, e-mails e declarações de executivos de diferentes empreiteiras", diz a nota. Tacla Duran é alvo de quatro processos criminais no Brasil. O andamento das ações é lento por causa das dificuldades para citá-lo na Espanha. A força-tarefa de Curitiba o acusa de movimentar mais de R$ 95 milhões para a Odebrecht e outras empresas. Ele chegou a ser preso na Espanha em 2016, quando foi alvo da 36ª fase da operação, mas logo foi solto sem sofrer acusações. No mesmo ano, tentou um acordo de delação premiada para reduzir o valor da multa aplicada pela Justiça, de R$ 55 milhões. Na época, Duran acusou o advogado Carlos Zucolotto de ter recebido US$ 5 milhões para ajudá-lo a obter vantagens no acordo de delação. A PGR investigou as denúncias e arquivou o caso em 2018, argumentando que não ficou comprovada a prática de crimes. Na Espanha, a investigadores locais o advogado admitiu ter operado para Odebrecht. Na condição de testemunha, Tacla Durán reconheceu ter emitido notas fiscais fictícias para justificar a entrada de recursos da Odebrecht nas contas de suas empresas, e identificou advogados e outros operadores que ajudaram a viabilizar as transações na Espanha. A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Tacla Duran e do advogado Carlos Zucolloto.

  • Coronavírus: Brasil tem 32.548 mortes e 584.016 casos confirmados, diz Ministério da Saúde
    Saúde
    Yahoo Notícias

    Coronavírus: Brasil tem 32.548 mortes e 584.016 casos confirmados, diz Ministério da Saúde

    Pelo segundo dia seguido, país bate recorde de mortes, desta vez com 1.349

  • Foto do novo coronavírus é a 'imagem do dia' da Nasa
    Notícias
    Yahoo Notícias

    Foto do novo coronavírus é a 'imagem do dia' da Nasa

    O site da Nasa divulga, além dos registros, pequenos artigos escritos por astrônomos explicando os fenômenos observados

  • Trump continua obeso, mas sem efeitos colaterais por uso de hidroxicloroquina
    Política
    AFP

    Trump continua obeso, mas sem efeitos colaterais por uso de hidroxicloroquina

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não sofreu efeitos colaterais pela controversa automedicação com hidroxicloroquina e goza de boa saúde, apesar de continuar obeso, anunciou a Casa Branca nesta quarta-feira (3), depois de realizar um exame médico anual.

  • Tensão nas ruas e crise com STF agitam militares
    Política
    Folhapress

    Tensão nas ruas e crise com STF agitam militares

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A perspectiva de uma renovada tensão em protestos de rua se somou ao embate entre o presidente Jair Bolsonaro e o Supremo Tribunal Federal, elevando a apreensão na cúpula do serviço ativo das Forças Armadas. Entre oficiais-generais, há a preocupação de que os clamores golpistas do bolsonarismo ganhem corpo se houver um acirramento sem controle de manifestações contra o presidente. A avaliação é preliminar, até porque os protestos começaram no último domingo (31), como reação aos atos pró-intervenção nos outros Poderes. Na memória está 2013, quando atos inicialmente pacíficos por questões de mobilidade, após serem catalisados por dura repressão policial em São Paulo, explodiram nos maiores protestos da história. Há dois tipos de preocupação entre os militares da ativa, contudo, uma distinção que arrepia políticos com interlocução na área. A primeira, mais corrente, é a de que as Forças temem ser instrumentalizadas pelo seu comandante, Bolsonaro. O presidente já disse mais de uma vez que previa o risco de o Brasil virar um Chile, em referência à turbulência de violentos protestos enfrentados pelo governo de centro-direita local desde 2019. Esse temor já vem desde o ano passado, e a pandemia da Covid-19 parecia afastá-lo --até o fim de semana passado. Para Bolsonaro, a desordem viria de setores da esquerda, o usual espantalho de seu campo político. Por ora, os atos pelo Brasil são atribuídos a grupos antifascistas, mas o fato é que eles não são organizados de maneira centralizada. Com isso, teoricamente há maior risco de as coisas saírem do controle, como aconteceu em 2013. O roteiro a seguir já foi decantado pelo bolsonarismo, centrado no artigo 142 da Constituição, que prevê que um dos Poderes peça a ação pontual de militares para restabelecer ordem em caso de anarquia civil. Só que tal condição implicaria a perda de controle de polícias no país todo, o que parece um despropósito. O governo federal foi leniente com a insurreição da PM cearense no começo deste ano, mas não há sinais de revoltas locais neste momento. A desconfiança atinge os três ramos fardados. No Exército, há subjacente a questão do afastamento crescente do comandante, general Edson Pujol, de Bolsonaro e de seus ministros egressos da Força. Tudo começou no ano passado, quando a ala militar do governo se engalfinhou com os bolsonaristas ideológicos e perdeu o embate em boa parte das vezes. Já ali Pujol buscou mostrar distância. Os generais de terno deram a volta por cima em 2020 e se reforçaram, aumentando o estranhamento. A pandemia explicitou as divisões. Enquanto Bolsonaro ainda chamava a doença de "gripezinha", Pujol conclamava uma operação de combate. Bolsonaro passou a queixar-se do comandante em privado com alguns aliados. No dia 1º de maio, na troca de chefia do Comando Sul do Exército, a rixa veio a público. Pujol, primeiro da fila fardada a ser cumprimentada por Bolsonaro, estendeu-lhe o cotovelo, segundo o protocolo para evitar contato físico na pandemia, quando o presidente lhe deu a mão. O cumprimento virou uma forma informal, em algumas unidades militares, para identificar quem é bolsonarista (estende a mão) e quem não é (oferta o cotovelo). No dia seguinte, o presidente reuniu-se com os três chefes de Força e ministros militares, e sugeriu que poderia remover Pujol. O candidato especulado para o posto seria Luiz Eduardo Ramos, seu fiel escudeiro e secretário de Governo, que ainda é um general da ativa. O mal-estar foi tão grande que Ramos procurou Pujol e enviou dezenas de mensagens para negar a hipótese, revelada então pela Folha de S.Paulo. Alguns oficiais veem Pujol ainda mais isolado e ainda passível de ser substituído, mantendo o moinho de rumores alimentado. No sábado passado (30), Bolsonaro foi sozinho ao Comando de Operações Especiais do Exército, em Goiânia, num tipo de visita que costuma ser feita com comandante da Força presente. Havia também o simbolismo, que muitos veem como mera retórica de Bolsonaro, de o comando ser a unidade de reação rápida perto do centro do poder. Antes, o presidente havia visitado a Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, no Rio, igualmente sem a presença de Pujol. A segunda preocupação entre os militares é o Supremo. Há um quase consenso entre fardados, estejam no governo ou fora dele, de que a corte age politicamente motivada contra o Planalto. A questão é o que fazer com isso. Para os entusiastas do intervencionismo estimulado pelo presidente, seria possível invocar o mesmo artigo 142 da Constituição em caso de novas ações como o veto à indicação do diretor-geral da Polícia Federal. Não há referência lá em fechar Poderes por isso. Mas a hipótese circula em grupos de WhatsApp de generais e coronéis com grande desenvoltura. Ela é amparada em uma leitura feita em artigo pelo jurista Ives Gandra da Silva Martins, que foi secundada em entrevista pelo procurador-geral Augusto Aras, que depois tentou se corrigir. Não é possível quantificar quais apoios são majoritários, embora a maior distância da Marinha e da Força Aérea do governo seja notória. Do lado dos militares no governo, dos quais Ramos é o único da ativa, a crise os fez fechar com Bolsonaro. O temor do fracasso que um impeachment colaria à imagem do grupo, a ampliação do poder e a defesa corporativa permitiram até uma aliança com o antes Grande Satã da política, o centrão. A radicalização de Bolsonaro ofuscou inclusive o caráter moderador sempre atribuído ao ministro Fernando Azevedo (Defesa), autor de notas de defesa da Constituição quando o chefe abraçava golpistas. Nas duas últimas semanas, ele apoiou uma nota ameaçadora do colega Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e sobrevoou uma manifestação antidemocrática com Bolsonaro. A sinalização foi muito malvista entre integrantes da cúpula da ativa e de interlocutores de Azevedo na política. Já aliados dele afirmam que é apenas um sinal de lealdade próprio da doutrina militar e lembram que ele já acompanhou a ascensão e queda de um presidente de perto. Azevedo era um jovem major quando serviu como ajudante de ordens de Fernando Collor, estando ao seu lado na fatídica fotografia em que o então presidente olha ao relógio para assinar seu termo de renúncia, em 1992. Por fim, observando o cenário está o vice-presidente, general Hamilton Mourão. Ele reitera em declarações e entrevistas a mistura de crítica ao Supremo e respeito à Constituição. Para um político que o conhece bem, a incógnita é a qual leitura da Carta ele vem se referindo.

  • STJ concede direito à aposentadoria de primeira militar transexual do Brasil
    Política
    HuffPost Brasil

    STJ concede direito à aposentadoria de primeira militar transexual do Brasil

    Chegou ao fim a batalha judicial de 14 anos entre Maria Luiza da Silva, de 59anos, e a FAB (Força Aerea Brasileira).

  • O 'salto genético' do coronavírus que facilita sua propagação
    Saúde
    BBC News Brasil

    O 'salto genético' do coronavírus que facilita sua propagação

    Geneticista Maria Cátira Bortolini, da (UFRGS), e sua equipe vão publicar estudo sobre como vírus 'se adaptou' para contaminar humanos e sobre a proteína que permite entrada do vírus nas células.

  • STJ nega pedido de salvo conduto para sustar eventual ordem de prisão de Witzel
    Notícias
    O Globo

    STJ nega pedido de salvo conduto para sustar eventual ordem de prisão de Witzel

    Habeas corpus não foi concedido pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça, Peçanha Martins, que diz que a competência cabe ao STF. Governador é investigado em operações que apuram fraudes na Saúde

  • Mais testes em Wuhan
    Notícias
    AFP

    Mais testes em Wuhan

    Autoridades de saúde em Wuhan anunciaram que testaram quase 10 milhões de pessoas em pouco mais de duas semanas. Poucas centenas deram resultado positivo.