Coronavírus muda regras de visitas em presídios de SP a partir deste fim de semana

ALFREDO HENRIQUE

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As unidades prisionais do estado de São Paulo passam a contar com novas regras para visitas, a partir desta sábado (21), por conta da pandemia de coronavírus. As informações são da SAP (Secretaria da Administração Penitenciária), gestão João Doria (PSDB).

Cada preso terá, segundo as novas regras, direito a somente um visitante por fim de semana. O ingresso de menores de idade, pessoas acima de 60 anos, ou outros perfis que se enquadrem nos grupos de risco para Covid-19, está proibido por tempo indeterminado.

"A exemplo do que já foi feito no fim de semana passado, os visitantes continuam a passar por triagem na entrada: aqueles com sintomas de enfermidades não poderão entrar", diz trecho da nota da pasta.

A SAP acrescentou "estar em permanente avaliação" do cenário atual, por conta do coronavírus, para o direcionamento de ações "visando o enfrentamento do problema".

A pasta acrescentou que medidas de prevenção divulgadas pelo governo estadual, como lavar as mãos com frequência, já foram adotadas em todas as unidades prisionais do estado.

Nos presídios onde houve fugas e rebeliões, na segunda-feira (16), as visitas estão suspensas para a reorganização interna dos presídios. As unidade são: CPPs (Centros de Progressão Penitenciária) de Mongaguá (99 km de SP), Tremembé (145 km de SP) e Porto Feliz (117 km de SP), além da ala de semiaberto da Penitenciária 1 de Mirandópolis (593 km de SP).

Quase metade dos fugitivos foi capturada Segundo a SAP, 645 presidiários que fugiram do sistema carcerário do interior e litoral paulistas, na segunda-feira (16), foram capturados. Isso representa 46% do total de 1.375 presos que fugiram de unidades prisionais na ocasião.

Foram capturados 206 presos de Monguaguá, dos 593 que fugiram; 116 de Tremembé, dos 218 foragidos; e 323 de Porto Feliz, dos 594 que escaparam. "Não houve evadidos em Mirandópolis", informou a pasta.

Todas as unidades em que ocorreram as fugas, acrescentou a SAP, são de presos que cumprem pena no regime semiaberto, ou seja, o detento que pode trabalhar e estudar fora da unidade, durante o dia, além de contar com cinco saídas temporárias por ano.