Coronavírus: número de trabalhadores contaminados nas plataformas de petróleo continua crescendo

Ramona Ordoñez
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Plataforma no Campo de Marlim, Bacia de Campos
Plataforma no Campo de Marlim, Bacia de Campos

RIO - O número de trabalhadores contaminados pelo coronavírus nas plataformas marítimas de petróleo no país continua crescendo. Segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), até às 23h e 59m do dia 28, um total de 243 trabalhadores de plataformas testaram positivo para o Covid-19, dez casos a mais do que no dia anterior.

Ao todo, foram registrados 625 casos de trabalhadores contaminados pelo novo coronavírus,incluindo todos aqueles que atuam nas empresas que executam as atividades de exploração e produção de petróleo no país. No dia anterior, eram 582 casos.

Segundo a ANP, o número de casos suspeitos também passou para 1.445 contra 1.351 casos do dia anterior.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e os 13 sindicatos filiados acusam a Petrobras de estar sendo negligente na adoção de medidas de saúde preventivas para evitar a contaminação dos empregados pelo novo coronavírus. Segundo a FUP, as Vans e os helicópteros que transportam os trabalhadores para as plataformas estão sempre lotados e a testagem nos que embarcam não estaria sendo feita em alguns aeroportos.

A Petrobras informou que até o momento foi constatado que 184 trabalhadores de um total de 46.416 da companhia, testaram positivo para o Covid-19. A companhia não informa, contudo, desse total, quantos são trabalhadores embarcados em plataformas.

A estatal explicou que passou a a realizar testes rápidos para a triagem de trabalhadores no momento do embarque para as plataformas. Os testes tiveram início no dia 20 no aeroporto de Jacarepaguá (RJ) e já foram expandidos para os aeroportos de Vitória (ES), Macaé (RJ), Farol de São Tomé (RJ) e Cabo Frio (RJ). A testagem também será realizada nos voos para a província petrolífera de Urucu, no Amazonas.

A Petrobras ressaltou que vem adotando uma série de medidas para evitar a disseminação do coronavírus , sendo que “a a testagem tem se mostrado uma das mais eficazes. Desde o início de abril, a Petrobras também vem utilizando o teste RT-PCR (reação em cadeia da polimerase com transcrição reversa) nos colaboradores que apresentam os sintomas da doença.”